ESCÂNDALO EM MANAUS: Renato Júnior destina R$ 10 milhões para construção de 5,3 gavetas de sepulturas para empresa de “fachada” ligada a amigo empresário.

MANAUS (AM) – A gestão do prefeito Renato Júnior (Avante) entra na mira dos órgãos de controle após a revelação de um contrato milionário, sem licitação, que cheira a favorecimento e “esquema” montado. No centro da denúncia está o repasse de R$ 10 milhões para a construção de sepulturas verticais, beneficiando uma empresa que, no papel, parece não ter fôlego para entregar o serviço.

O “Pulo do Gato”: Empresa de Pequeno Porte e Dono Oculto
A beneficiada é a DS Engenharia e Serviços (registrada como D Oliveira de Sousa). O que chama a atenção — e acende o alerta vermelho no Ministério Público — é o abismo entre o tamanho da empresa e o valor do contrato:

Capital de “Centavos”: A empresa possui um capital social de apenas R$ 400 mil, valor considerado ridículo para garantir uma obra de R$ 10 milhões.

Atividade Suspeita: No registro oficial, a principal atividade da empresa é “Comércio varejista de outros produtos não especificados”. Como uma loja de variedades ganha, por dispensa de licitação, um contrato de engenharia pesada?

O Amigo do Peito: Informações de bastidores e investigações preliminares apontam que o verdadeiro dono seria Rafael Pontes, proprietário da famosa peixaria Morada do Peixe. Pontes é conhecido pela proximidade íntima com Renato Júnior, tendo inclusive cedido as dependências de seu restaurante para reuniões políticas do prefeito durante a campanha de 2024.

A Trama da Dispensa de Licitação
Utilizando-se da polêmica “dispensa de licitação”, a prefeitura contornou a concorrência pública para entregar o contrato direto nas mãos de figuras ligadas ao núcleo político de Renato Júnior.

Violação Ética: Especialistas em Direito Administrativo afirmam que, se comprovada a ligação de Rafael Pontes como sócio oculto, o caso configura crime de violação aos princípios da impessoalidade e moralidade.

Fiscalização: O Tribunal de Contas (TCE-AM), o Ministério Público Estadual (MP-AM) e até o Ministério Público Federal (MPF) já monitoram os passos do prefeito. Há indícios de que os órgãos buscam agora rastrear a evolução patrimonial de Renato Júnior e suas conexões com empresários beneficiados pela “canetada”.

Histórico de Omissão
Não é a primeira vez que a transparência passa longe da atual gestão. O TCE-AM já apura a falta de divulgação de projetos técnicos e critérios de contratação em gestões anteriores de Renato Júnior. Agora, o padrão se repete: contratos de alto valor para “amigos do rei” enquanto a população aguarda explicações.

Até o fechamento desta edição, nem a Prefeitura de Manaus, nem os empresários citados apresentaram justificativas técnicas para a escolha da DS Engenharia.

O Chumbo Grosso continuará acompanhando os desdobramentos desta investigação. Onde há fumaça, há fogo — e aqui, o fogo é com dinheiro público.

Fonte: Portal do Abutre da Notícia.

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