O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos destaca que o Polo Industrial de Manaus não apenas sustenta 150 mil empregos diretos, como também é o motor que impulsiona outros 500 mil postos de trabalho em todo o território brasileiro através da cadeia produtiva.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (SINDMETAL) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-AM), Valdemir Santana, rebateu duramente as recentes declarações do influenciador Gabriel Silva, que atacou o modelo econômico da Zona Franca de Manaus (ZFM). O dirigente destacou que o modelo funciona como o principal mecanismo de proteção da floresta amazônica, oferecendo uma alternativa econômica viável para a população local.
Quanto à competência técnica da região, o dirigente defende que o Amazonas detém a melhor mão de obra da América Latina para os segmentos de eletroeletrônicos e de duas rodas. Para ele, a eficiência da produção local é um diferencial competitivo global que não deve ser subestimado. “Nós temos a melhor mão de obra em rapidez e qualidade. Convido quem critica a vir conhecer uma fábrica, ver como se produz um celular, uma TV ou uma motocicleta, antes de falar sem antes conhecer a realidade técnica do nosso Polo” , pontuou.
No aspecto socioambiental, a manutenção das indústrias é apresentada como uma garantia de preservação dos recursos naturais e hídricos. Valdemir Santana recorda que a região abriga o maior rio do mundo e detém aproximadamente 30% da água doce do planeta, patrimônios que permanecem protegidos graças ao desenvolvimento sustentável. “A Amazônia é fruto da garantia que foi colocada lá atrás com o Polo Industrial. Enquanto outros estados estão desmatados, nós mantemos a floresta em pé e os rios menos poluídos através da tecnologia e do emprego” , reforçou Santana.
A segurança jurídica do modelo também foi abordada, com o lembrete de que o Polo Industrial de Manaus possui garantia constitucional para operar até o ano de 2073.Atualmente, o Polo Industrial da Amazônia é responsável pela geração de mais de 150 mil empregos diretos e cerca de 500 mil indiretos apenas no estado do Amazonas. Santana ressalta que o impacto do modelo é nacional, pontuando que a integração produtiva fortalece diversos estados brasileiros. “Cada emprego criado em Manaus gera outros sete postos de trabalho no restante do Brasil, pois muita coisa deixa de ser importada para ser produzida aqui, movimentando uma vasta cadeia de fornecedores e logística interna” , finalizou o líder sindical.





