“Eu venci mãe” usava joias e relógios falsificados diz delegada sobre Deolane.

A delegada da Polícia Civil de São Paulo, Maria Corsato, relembrou em entrevista para um podcast uma ação de busca e apreensão em uma investigação que envolveu a influenciadora Deolane Bezerra, em 2022. Na ocasião, bens como carros de luxo, joias e relógios da advogada foram apreendidos. Segundo a policial, os acessórios eram “falsos”.

A conversa aconteceu no podcast Café com Pires e foi publicada no dia 20 de junho. Na época, Deolane era alvo de uma investigação pela participação de influenciadores digitais em ações publicitárias da empresa Betzord, que atua no seguimento de jogos e ações esportivas on-line.

A polícia levou da influenciadora dois carros, uma Land Rover Discovery e um Porsche, avaliado em R$ 1 milhão. Relógios da marca Rolex e uma agenda com anotações também foram apreendidas.

— Não tinha dinheiro na casa dela, não tinha nada. O que ela tinha de relógio e joia era tudo falso, mesmo sendo falso a gente trouxe. Tinha um computador lá, daqueles pequenininho, o celular dela foi trazido, não foi pego nada da família — disse Maria Corsato.

Na ocasião, Deolane chegou a abrir uma denúncia contra a delegada após a apreensão dos carros de luxo. Ela afirmou na época que era alvo de uma perseguição. “A pior coisa do mundo é ser injustiçado. Juro que gostaria de entender. Você trabalha desde os 12 anos de idade, estuda durante longos anos, passa noites sem dormir tentando ser uma pessoa melhor e dar uma vida digna a sua família. Mesmo assim as pessoas duvidam da sua integridade diariamente”, escreveu Deolane, num post no Instagram.

— Ela coloca que eu a perseguia… era uma perseguição política porque ela manifestou publicamente dias antes o apoio dela ao candidato Luís Inácio Lula da Silva […] Minha conduta foi tipificada como criminosa e eu fui investigada durante 2 anos, só foi arquivado em 2024 quando ela é presa — disse a delegada, na entrevista, sobre a denúncia feita por Deolane contra ela.

Pedido de liberdade negado
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, nesta quinta-feira (25), um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane Bezerra, presa desde maio deste ano no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Em maio, já havia uma decisão liminar do TJ no mérito neste mesmo sentido.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), também já rejeitou um pedido de prisão domiciliar da influenciadora, por considerar que não houve “manifesta ilegalidade” na prisão. A influenciadora está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado. Ela nega as acusações e afirma que foi presa por ter exercido a profissão de advogada em um serviço pelo qual recebeu R$ 24 mil de cliente.

Deolane foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, ela teria recebido recursos provenientes da transportadora Lado a Lado Transportes, apontada pela polícia como uma empresa utilizada pela cúpula do PCC para movimentar e ocultar patrimônio da facção.

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