💥 EITA BOI! Nem Garantido, nem Caprichoso: o festival é de caos na PM do Amazonas

FOTOS: Antônio Lima/ Secom

Enquanto o estado se volta para a magia e a disputa de Parintins, a Polícia Militar do Amazonas viveu, neste domingo (28/6), o seu próprio e dramático “festival” — mas de crises, tragédias e desespero institucional. Em um intervalo de pouquíssimas horas, a corporação se viu encurralada por um efeito dominó avassaladora que cobra, com urgência, respostas firmes do Comandante-Geral, o Coronel QOPM Marcos Klinger dos Santos Paiva. A sociedade não quer o silêncio da caserna; quer explicações.

Arena de Sangue na Zona Leste

A madrugada que deveria ser de festa virou tragédia na Avenida Autaz Mirim, Zona Leste de Manaus. Uma viatura da Rocam, em alta velocidade e — segundo testemunhas — com a sirene apagada, colidiu violentamente contra um Ford Ka. O impacto arremessou o carro de passeio contra um supermercado e fez a viatura capotar três vezes. O saldo é doloroso: Elcione de Moura Souza, de 53 anos, e Everaldo Irineu dos Santos Souza, de 55 anos, que estavam no banco de trás, morreram. O condutor do veículo, filho do casal, teria se recusado a fazer o teste do bafômetro, e quatro PMs ficaram feridos. Cabe ao Coronel Klinger Paiva esclarecer: a viatura estava de fato sem sinalização sonora em uma via pública movimentada? A pressa da ocorrência justificava o risco que tirou a vida de dois cidadãos?

O Tambor Calado e a Cobrança por Intolerância

Enquanto o asfalto ainda estava manchado de sangue, a sensibilidade social da PM foi posta em xeque na Cidade Nova. Policiais militares interromperam uma cerimônia de matriz africana no terreiro Mina Jeje-Nagô Nossa Senhora da Conceição e apreenderam os instrumentos sagrados da comunidade sob a alegação de “perturbação do sossego”. O ato gerou revolta e denúncias imediatas de racismo institucional e intolerância religiosa por parte de defensores dos direitos humanos. O toque do tambor é assegurado pela Constituição Federal como livre exercício de culto. O comando do Coronel Klinger Paiva precisa se posicionar de forma transparente: a ação foi um cumprimento técnico da lei de ruídos ou um excesso desproporcional motivado por preconceito? A sociedade exige um canal aberto de apuração.

O Golpe de Misericórdia: Derrota Histórica no STF

Para completar a alegoria do caos, a rasteira final veio de Brasília e atingiu o bolso da tropa. Em decisão unânime, o Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Edson Fachin, sepultou em definitivo o direito a promoções automáticas de patentes por vias judiciais para as praças da PM e do Corpo de Bombeiros.

A medida desmorona os planos de carreira de mais de 7 mil policiais e 1.104 bombeiros da ativa, que agora ficam reféns do rígido “gargalo” orçamentário imposto pela Junta de Programação Orçamentária e Financeira (JPOF) do Governo do Estado. O STF firmou a tese de que falhas administrativas do Executivo não geram direito automático a progressões. Na prática, a tropa que se desdobra para garantir a segurança — inclusive em grandes eventos como o festival — foi desarmada juridicamente dentro de sua própria instituição.

Nem o mais pessimista dos coronéis preveria um domingo tão desastroso. Entre o asfalto que cobrou vidas, o terreiro que silenciou a fé e o martelo do STF que esmagou o futuro financeiro de quase 10 mil pais de família, a PMAM vive o seu pior pesadelo. O Coronel Marcos Klinger dos Santos Paiva tem em mãos uma batata quente que não se resolve com notas oficiais genéricas. A sociedade e a própria tropa exigem comando, comando e comando.

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