Quem não tem povo no braço tenta segurar na canetada e na blitz surpresa. A cena grotesca promovida pela gestão municipal expôs o tamanho do pavor que se instalou nos corredores da Prefeitura de Manaus. Incapazes de mobilizar a população de forma orgânica, tentaram usar o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e a Guarda Municipal como braço armado de uma perseguição política descarada.
Transformar agentes de trânsito em “fiscais de convenção” para barrar ônibus, parar vans e constranger trabalhadores a caminho da Arena Amadeu Teixeira não é fiscalização. É tática de ditadorzinho de ocasião. O direito de ir e vir do cidadão amazonense foi atropelado por uma ordem covarde de quem viu as ruas tomadas e entrou em pânico.
Só que o tiro saiu pela culatra e a palhaçada durou pouco. A Polícia Militar do Amazonas entrou em cena, enquadrou a fiscalização abusiva e botou um fim na farra do IMMU. A PM interveio diretamente na operação, parou os bloqueios arbitrários e garantiu que o povo continuasse seu caminho de cabeça erguida em direção ao evento.
Enquanto a cidade padece com buracos, transporte público precário e caos no tráfego diário, a prioridade da prefeitura virou montar armadilha de trânsito. Usaram a máquina pública, paga com o dinheiro do próprio contribuinte que tentaram barrar, para fazer política baixa.





