O Uninorte – Centro Universitário do Norte realizou entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro a Imersão no Tupé – Edição Nacional (Tupé Experience), que contou com uma programação multidiciplinar com visita a comunidade indígena e muito conhecimento dos nossos antepassados.
A jornada acadêmica e comunitária promoveu o encontro entre estudantes da UniNorte (Manaus) e Unama (Santarém/PA). Reunindo acadêmicos de Enfermagem, Educação Física, Farmácia e Odontologia, a iniciativa consolidou uma ponte de integração interestadual em prol da formação humana e da saúde contextualizada à geografia amazônica.
A programação teve início na segunda-feira (31/08), com a recepção e entrega de kits no Laboratório de Práticas Acadêmicas, seguida de prática clínica de hidroterapia aplicada à reabilitação funcional na piscina terapêutica. Na terça-feira (01/09), os participantes realizaram atividades posturais e biomecânicas na orla da Ponta Negra pela manhã e, à tarde, vivenciaram simulações realísticas de assistência ao parto humanizado e cuidados com recém-nascidos.

A preparação para o trabalho de campo intensificou-se na quarta-feira (02/09), combinando oficinas de farmacologia e princípios ativos de espécies locais com treinamentos práticos de primeiros socorros em áreas remotas ministrados pela Liga de Enfermagem (LAMEPS).
O ápice do evento ocorreu na quinta-feira (03/09), com a imersão de dia integral na Comunidade do Tupé, onde os alunos atuaram diretamente no diálogo intercultural com os saberes indígenas. As atividades foram concluídas na sexta-feira (04/09), com a sessão de encerramento, avaliação e briefing coletivo das experiências vividas.
Aprendizado para a vida inteira
Para os idealizadores, o impacto pedagógico ultrapassa em muito a contagem de horas complementares no currículo. A coordenadora acadêmica da UniNorte, Ingrid Cruz, destacou a relevância de criar espaços de formação integrados com outras instituições de ensino superior:
“Essa edição foi pensada e proporcionada para que os acadêmicos da UniNorte e das instituições parceiras pudessem ter uma experiência diferenciada de troca e cooperação mútua. Trata-se de um aprendizado ímpar na trajetória de cada um desses universitários. Eles vivenciaram uma imersão que certamente levarão como referência ética e profissional para o resto de suas vidas.”
O encontro entre a academia e a ancestralidade
Para os estudantes que viajaram até a capital amazonense, o choque positivo de realidade e a proximidade com as populações ribeirinhas e indígenas tornaram-se o ponto alto da viagem. O acadêmico Artur Farias, vindo da Unama de Santarém (PA), ressaltou a riqueza das trocas culturais e científicas durante os dias em solo manauara:
“Estar esses dias em Manaus e vivenciar a Comunidade do Tupé foi algo indescritível. Ter o contato direto com o uso das plantas medicinais na prática e poder escutar atentamente os conhecimentos passados pelo pajé nos dá uma dimensão que nenhum livro-texto consegue transmitir sozinho. É uma bagagem que conecta a ciência ao respeito à floresta.”





