Durante o debate eleitoral para o Senado no Amazonas, o ex-governador Wilson Lima apresentou denúncias que apontam para uma rede de interesses ligando diretamente o senador Eduardo Braga (MDB) ao Grupo J&F — controlador da Âmbar Energia, empresa responsável pela distribuição de eletricidade no Estado.
Segundo a denúncia apresentada por Wilson Lima, dados da própria Justiça Eleitoral confirmam que Braga possui investimentos financeiros de quase R$ 750 mil no Grupo J&F (controlador da JBS e da Âmbar Energia).
Para o ex-governador, a manutenção de vínculos financeiros com o mesmo grupo empresarial que controla o setor elétrico amazonense gera um grave conflito de interesses na fiscalização e cobrança por serviços de qualidade para a população do Amazonas, que sofre com constantes interrupções e aumento na conta de luz.
Lima argumenta que as movimentações recentes de Braga — ao acionar a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) —, bem como a tentativa de atribuir os problemas da rede elétrica à gestão anterior da concessionária, tratam-se de uma estratégia para se eximir do desgaste popular e disfarçar sua condição de acionista do grupo econômico beneficiado.
OUTRO LADO / RESPOSTA DE EDUARDO BRAGA
Em nota oficial e coletiva de imprensa, a assessoria e a defesa técnica do senador Eduardo Braga rebateram as declarações do ex-governador Wilson Lima, classificando as acusações como “mentirosas, covardes e um mero factoide eleitoral”.
O parlamentar apresentou os seguintes pontos de esclarecimento:
* Inexistência de vínculo com a Âmbar Energia: Eduardo Braga afirmou categoricamente que não possui qualquer ação, cota ou participação societária na Âmbar Energia. Esclareceu que seus investimentos no mercado aberto de capitais concentram-se na JBS — empresa do setor alimentício e de proteína animal —, que, embora pertença ao mesmo grupo controlador (J&F), possui gestão, operação e mercado completamente independentes do setor de energia elétrica.
Medidas judiciais contra a concessionária: O senador ressaltou que sempre atuou na defesa do consumidor amazonense e que acionou formalmente a Aneel e a Justiça Federal contra a concessionária. O parlamentar destacou que obteve decisão liminar favorável determinando a paralisação de intervenções irregulares na rede de distribuição (como a troca inadequada de cabos), além de exigir punições rigorosas e transparência das empresas de energia.
Responsabilidade sobre o setor: Braga afirmou que a degradação da rede elétrica no Estado decorre da gestão passada, sob o comando da Oliveira Energia, e que os ataques da oposição revelam desespero político e ausência de propostas para o Amazonas.





