Emoção e criatividade marcaram a noite de segunda-feira, 21/9, com a apresentação teatral “Quem são elas?”, desenvolvida pelo Centro Municipal de Arte-Educação (Cmae) Nelson Neto, da Prefeitura de Manaus. O evento foi realizado no auditório do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (Icbeu), na avenida Joaquim Nabuco, Centro, e reuniu arte, educação e reflexão social, destacando a trajetória de mulheres que marcaram a história do Brasil.
O grupo teatral “Faz de Conta” foi fundado há 21 anos e dirigido pela professora Adriana Alves de Pinho. O Cmae é administrado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), promovendo desenvolvimento artístico de estudantes e ampliando o acesso à cultura e fortalecendo a cidadania por meio das artes cênicas.
Unindo teatro, música e poesia, o espetáculo apresentou personagens femininas que tiveram papel importante na cultura, na ciência e na sociedade brasileira, como Pagu, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus, Elza Soares, Carmen Miranda, Nise da Silveira e Chiquinha Gonzaga.
Para a gestora do Cmae Nelson Neto, Fabiana Santos, a peça valoriza a contribuição dessas mulheres para a história do país.
“O espetáculo apresenta a trajetória de mulheres que deixaram importantes legados para a cultura e para a sociedade brasileira, aproximando esse conhecimento do público por meio da linguagem teatral”, destacou.
Além de resgatar histórias femininas, a apresentação abordou temas atuais, como violência doméstica e feminicídio. Dados sobre essas questões foram inseridos na narrativa, promovendo reflexões sobre os desafios relacionados à equidade de gênero.
A ação também proporcionou aos estudantes a experiência de atuar em um espaço cultural formal, contribuindo para o desenvolvimento da criatividade, da autoestima e do senso crítico. Os alunos participaram ainda de etapas da produção artística, como cenografia, sonoplastia, iluminação e maquiagem.
A técnica de enfermagem Natália de Oliveira elogiou a apresentação.
“Gostei muito do espetáculo, da atuação dos estudantes, do figurino e da forma como as histórias foram apresentadas. Foi uma experiência muito emocionante”, afirmou.
A peça contou com a participação de 16 artistas. Entre eles, Joelma da Silva, que interpretou a médica psiquiatra Nise da Silveira, reconhecida pelo trabalho humanizado na área da saúde mental.
“Foi uma honra interpretar uma personagem tão importante para a história do Brasil”, disse Joelma.
Após a apresentação, o público participou de uma roda de conversa sobre os temas abordados na peça, reforçando o compromisso da rede municipal com a promoção do respeito, da equidade e dos direitos humanos.





