Pego na mentira: Vídeo desmente Renato Jr., que colocou a vida da filha em risco sem cinto em carro conversível

Gestor alegou em nota que circulou com a filha menor de idade apenas dentro de condomínio fechado, mas imagens gravadas na Avenida do Turismo provam o contrário.

A tentativa de abafar a repercussão negativa de um vídeo nas redes sociais acabou gerando uma crise ainda maior para a gestão municipal de Manaus. Após aparecer conduzindo um veículo conversível clássico em via pública sem cinto de segurança — com uma criança menor de idade desprotegida no banco e manuseando um celular ao volante —, o prefeito recorreu às redes sociais para tentar se explicar, mas acabou incorrendo em uma contradição flagrante desmascarada pelos próprios fatos geográficos.

Em nota oficial de esclarecimento publicada em seu perfil, o chefe do Executivo municipal alegou que o momento em que circulava com a filha ocorreu “dentro do condomínio onde mora” e que, ao sair para as ruas de Manaus, estaria sozinho no veículo.

No entanto, a narrativa oficial desmorona diante das evidências visuais presentes na gravação original. As imagens mostram o automóvel trafegando por uma via de intenso fluxo urbano que foi prontamente identificada por internautas e motoristas: a Avenida do Turismo. No vídeo, é possível avistar com clareza o totem do Supermercado Veneza e um posto de combustíveis com a bandeira BR, pontos comerciais tradicionais e inconfundíveis daquela movimentada zona da cidade.

Acúmulo de infrações e falta de exemplo

Além da evidente inconsistência entre a justificativa e a realidade geográfica da capital amazonense, a conduta exibida no material audiovisual atropela o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em múltiplos pontos:

  • Ausência de Cinto de Segurança: Tanto o condutor quanto a menor de idade aparecem expostos e sem o equipamento obrigatório, agravando o risco em um veículo conversível.
  • Uso de Celular ao Volantre: O próprio prefeito segura o aparelho para registrar as imagens enquanto comanda a direção em meio ao tráfego de veículos.

Diante da repercussão explosiva e das cobranças generalizadas direcionadas aos órgãos de fiscalização — como o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) —, a publicação acabou sendo removida do ar.

A tentativa de reescrever a rota dos acontecimentos por meio de uma nota que desconsidera provas visuais escancara a falta de transparência e o desrespeito às normas que o próprio poder público deveria fiscalizar e cumprir com rigor. Fica o registro de que, na era digital, tentar tapar o sol com a peneira — ou a Avenida do Turismo com uma desculpa esfarrapada — já não cola mais.

Com a palavra o Ministério Público/ Detran e IMMU.

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