URGENTE: Dois pesos, duas medidas: Rede ligada à Semcom blindou o caso Izabelle, mas expõe a primeira-dama do Amazonas.

Será que a CMM vai repudiar os ataques ou vai manter o histórico de bajulação ao grupo de David Almeida?

A política amazonense caminha de mãos dadas com um submundo de portais de notícias onde a ética, a verdade e o respeito à vida privada jamais tiveram espaço. O estrago provocado pelas denúncias da advogada Lilian Vieira — que expôs sem filtros os bastidores do fim de seu casamento com o atual governador Roberto Cidade, envolvendo a atual primeira-dama Thaisa Cidade — jogou luz sobre uma engrenagem podre, mas escancarou uma pergunta inevitável que todo o eleitor atento está se fazendo:

Por que portais ligados a Semcom de Renato Jr. adotaram um silêncio cúmplice e conveniente quando escândalos de alcova e dossiês (como o caso “Fofoca em PDF”) rondavam o entorno do ex-prefeito David Almeida, mas agora abrem fogo e tentam jogar a atual primeira-dama do Estado na lama?

A resposta para essa dualidade é o retrato exato de como funciona o balcão de negócios da imprensa de encomenda em Manaus.

A seletividade do escândalo: O silêncio ou o ataque sob encomenda

Na guerra de narrativas pelo poder no Amazonas, a vida privada de figuras públicas e de seus cônjuges nunca foi tratada como questão de interesse jornalístico legítimo, mas sim como moeda de troca e ferramenta de conveniência.

Quando o escândalo envolvia a noiva de David Almeida, o que se viu em veículos como o CM7 foi o silêncio estratégico ou a proteção aos aliados, escolhendo convenientemente não aprofundar a sangria para não desgastar o grupo político de preferência.

Contudo, a regra do jogo muda radicalmente quando o alvo passa a ser o outro lado do tabuleiro. Nas graves denúncias de Lilian Vieira sobre o governador Roberto Cidade — acompanhadas de relatos de intimidação, acordos de divórcio forçados e acusações de celeridade seletiva no Judiciário —, a máquina de exposição gira a todo vapor. O que deveria ser tratado com o mesmo critério (ou absoluto respeito à vida privada) revela a face de portais que escolhem quem vão blindar no silêncio e quem vão destruir em manchetes espalhafatosas, conforme o padrinho político de plantão.

O verdadeiro papel do jornalismo

Esse duplo padrão desmoraliza o jornalismo de conveniência. Mostra que o objetivo nunca foi informar a sociedade ou debater propostas para o Amazonas, mas sim alimentar um esgoto a céu aberto onde reputações são negociadas, protegidas ou aniquiladas sob encomenda.

Para o Portal Chumbo Grosso, a regra é clara e intransigente: a lama da vida privada, o ataque covarde a mulheres e a exposição de alcova são práticas abjetas, venham de onde vierem e atinjam a quem atingirem. A diferença é que nós não temos donos nem mudamos de discurso conforme a conveniência do poder.

Quem vive de silenciar por interesse ou de fabricar tempestades de fofocas sob encomenda acaba, mais cedo ou mais tarde, soterrado pela própria hipocrisia. A sociedade amazonense já percebeu o jogo. E a fatura, na urna e na moralidade pública, chega para todos.

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