O candidato ao Senado Wilson Lima se comprometeu, nesta terça-feira (29/09), a acompanhar a implantação da reforma tributária e defender os pequenos negócios do Amazonas diante das mudanças nas regras de cobrança de impostos. Em encontro com empresários e dirigentes da Fecomércio, ele afirmou que o estado precisa de uma atuação atenta no Congresso para evitar que novas exigências dificultem a vida de quem empreende.
O encontro reuniu cerca de 60 integrantes da diretoria da Fecomércio e empresários. Wilson já havia participado, em agosto deste ano, de uma reunião da entidade para alinhar as principais pautas do comércio para sua atuação no Congresso Nacional.
Ao responder a uma pergunta sobre desburocratização para micro e pequenas empresas, Wilson manifestou preocupação com o risco de que novas exigências aumentem os custos dos empreendedores e levem parte deles à informalidade. Ele defendeu que as mudanças sejam acompanhadas de perto por quem conhece a realidade do setor.
“A minha preocupação é que, dependendo do que vai acontecer, essas pessoas caiam na informalidade e não tenham condições de arcar com as responsabilidades tributárias. Ninguém quer trabalhar na informalidade, todo mundo quer ter seu CNPJ, sua certidão em dia pra poder chegar lá no banco, por exemplo, para conseguir um empréstimo, para poder ter uma relação com outras empresas, ter o seu estoque abastecido. Por isso é importante alguém atento a toda e qualquer mudança que irá acontecer a partir do ano que vem”, afirmou.
Wilson disse que pretende discutir os efeitos da reforma com as entidades empresariais e acompanhar as mudanças previstas a partir de 2027. Para ele, a defesa do comércio exige atenção às dificuldades do pequeno empreendedor e à preservação dos incentivos que sustentam a competitividade da Zona Franca de Manaus.
Medidas
Durante sua gestão como governador, Wilson instituiu o Comitê de Assuntos Tributários Estratégicos (Cate), responsável por estudar as propostas de reforma e oferecer apoio técnico à bancada federal na defesa da Zona Franca. O grupo apresentou sugestões para preservar as vantagens competitivas do modelo nas discussões no Congresso.
Na apresentação aos empresários, o candidato lembrou medidas adotadas pelo governo estadual para melhorar o ambiente de negócios. O Amazonas está entre os estados mais ágeis do país para abrir uma empresa, com tempo médio de oito minutos. Em maio de 2026, a Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea) alcançou 879 mil empresas registradas; comércio e serviços respondem por 86,7% desse total.
Wilson também destacou a redução do ICMS de bares e restaurantes, de 3,5% para 2%, e a isenção do imposto para produtos da cesta básica nas operações internas. No acesso a financiamento, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) liberou mais de R$ 1,4 bilhão desde 2019, com 61% dos recursos destinados ao interior. Segundo os dados apresentados, os financiamentos contribuíram para gerar ou manter aproximadamente 307 mil ocupações.
Para o Senado, Wilson apresentou ainda propostas de buscar investimentos federais em portos, hidrovias e aeroportos, além de soluções para o transporte de cargas durante a seca. Ele também pretende destinar emendas para modernizar a infraestrutura do Distrito Industrial, com melhorias em vias, drenagem, energia e iluminação.





