Sogra em andador após fratura do fêmur reage a ataque e mata nora

Uma discussão familiar acabou em morte em uma casa na zona leste de São Paulo. Vanilde Machado Carvalho Correia, de 68 anos, utilizava um andador após fraturar o fêmur e alegou ter sido agredida pela nora antes de usar uma faca em legítima defesa.

O caso está sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes do ocorrido.Segundo o boletim de ocorrência, a vítima era Marilu de Jesus dos Santos, nora de Vanilde. Testemunhas informaram que Marilu teria chegado embriagada e iniciado ofensas contra a sogra, chegando a desferir chutes, golpes com as mãos e até usar o próprio andador como arma.

Diante das tentativas de agressão, a idosa pegou uma faca que estava próxima após cortar uma laranja e atingiu a nora em defesa pessoal.Marilu foi socorrida e levada ao Hospital Ermelino Matarazzo em estado grave, com intensa perda de sangue. Ela foi intubada na unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu pouco depois da internação.

Equipes de resgate registraram o óbito e comunicaram o caso ao Instituto Médico-Legal, que realizou exames necroscópicos e coletou amostras para análise toxicológica.

No local do crime, policiais militares encontraram manchas de sangue espalhadas pela garagem, sala e cozinha. Uma faca com possíveis vestígios de hemoglobina foi recolhida na pia da cozinha. A perícia criminal isolou a cena para apurar trajetória de projéteis e ângulos de defesa. Vanilde foi achada sentada na calçada, amparada por vizinhas e aos prantos, afirmando não ter desejado o desfecho fatal.

Durante depoimento no 24º Distrito Policial, repassado posteriormente à 7ª Delegacia de Defesa da Mulher, Vanilde explicou que morava com o filho e a nora justamente porque tinha mobilidade reduzida após a queda que fraturou seu fêmur há cerca de um mês. Segundo ela, Marilu oferecia ajuda nos cuidados, mas resistia ao limpar machucados e se alterava quando consumia bebidas alcoólicas.

Outra nora da idosa, ouvida como testemunha, confirmou episódios anteriores de conflito, relatando que Marilu apresentava comportamento agressivo em diversas ocasiões.

Vizinhos também afirmaram ter ouvido gritos e barulho de luta no portão momentos antes do ataque. A Polícia Civil vai confrontar os depoimentos, laudos periciais e exames para definir se o ato se ampara em legítima defesa e se haverá indiciamento de Vanilde.

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