Bomba! Novos áudios de Isabelle Caracristi revelam momentos de extremo terror antes de sua morte

©Foto: Reprodução/Instagram

Novos áudios enviados por Isabelle Caracristi, de 22 anos, pouco antes de sua morte revelam relatos de ameaças e controle que ela atribuía ao namorado, João Munhoz Neto. As mensagens foram enviadas a familiares e amigas enquanto a estudante de Direito estava na cobertura do prédio onde morava, em Fortaleza, e foram divulgadas pelo Fantástico. João está preso preventivamente e é investigado no caso.

Em uma das gravações enviadas ao primo minutos antes de morrer, Isabelle afirmou que vinha enfrentando situações que considerava graves. “Estão acontecendo coisas sérias, coisas graves, que eu venho guardando só para mim. São ameaças diretas vindas dele, entendeu? Que eu simplesmente não estou suportando mais”, disse.

Na mesma mensagem, a jovem pediu ao primo que desse “muita força” para sua mãe porque ela iria precisar. O áudio foi recuperado pela polícia do celular de Isabelle, encontrado junto ao corpo da estudante.

Segundo a investigação, Isabelle chegou à cobertura às 19h12. Até o horário estimado de sua queda, às 20h40, ela passou grande parte do período enviando mensagens para pessoas próximas, entre elas a mãe e o primo.

Em outro áudio, Isabelle relatou restrições que atribuía ao comportamento do namorado. “Tudo que eu faço é ameaça, ameaça, tudo, absolutamente tudo. Eu não consigo, por exemplo, fazer nada sozinha, porque se ele não estiver junto, ele fica supondo coisas. Eu não posso postar foto, porque ele acha ruim, enfim, vários fatores de uma pessoa doente, sabe?”, contou a jovem.

As mensagens também foram encaminhadas a amigas enquanto Isabelle permanecia na cobertura. “Eu não tô legal. Eu tô passando muito, muito mal. Eu até mandei um áudio pro meu primo e pra algumas pessoas da família, porque simplesmente esse João é um louco, é um louco”, afirmou.

Isabelle também disse que o namorado a impedia de sair do prédio e permanecia na porta para evitar que ela passasse. “Eu simplesmente não aguento mais, eu não aguento mais. Eu estou cansada. Hoje foi a gota d’água”, relatou. Outros veículos que tiveram acesso a elementos da investigação também confirmaram a existência de mensagens nas quais a estudante relatava ameaças e comportamentos de controle.

Antes de morrer, Isabelle ainda enviou uma mensagem de despedida ao irmão e à mãe. No texto, pediu perdão, afirmou que havia sido vencida pelo medo, disse que os amava e pediu ao irmão que protegesse a mãe e fosse forte.

A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) concluiu que a morte ocorreu por “precipitação voluntária”. A análise da dinâmica da queda e das imagens do condomínio não encontrou indícios de que Isabelle tenha sido empurrada, e a hipótese de queda acidental também foi descartada. A investigação, porém, continua para apurar as circunstâncias que antecederam a morte e a eventual responsabilidade de terceiros.

A mãe de Isabelle afirmou que busca respostas sobre o relacionamento da filha e sobre as circunstâncias que antecederam sua morte. “Eu quero que isso que aconteceu com minha filha, essa relação abusiva, controladora, não se repita. Então, são coisas todas que eu, como mãe, quero as respostas e quero justiça para minha filha”.

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