O amor que cura: como os cães revolucionam a saúde mental e transformam vidas

Além do afeto incondicional, a presença de um companheiro de quatro patas reduz o estresse, combate o isolamento e exige responsabilidades que fortalecem a rotina de tutores

O que antes era visto apenas como uma relação de guarda ou companhia doméstica se consolida, atualmente, como uma aliança terapêutica e emocional profunda. O Dia do Cão, celebrado em 4 de outubro, não é apenas uma data comemorativa, mas um convite à reflexão sobre a capacidade extraordinária desses animais curarem feridas invisíveis.

Estudos científicos reforçam o que a prática diária mostra: a convivência com um cão estimula a produção de oxitocina, serotonina e dopamina, hormônios associados ao bem-estar e ao afeto. Também reduz consideravelmente os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Além disso, a rotina de passeios e brincadeiras combate o sedentarismo e incentiva a socialização.

A teoria ganha contornos reais e emocionantes em histórias como a da jornalista e aluna do curso de Psicologia da UNINORTE, Heledaliany Ruiz. Enfrentando um quadro severo de depressão, ela encontrou na chegada de um presente do marido o ponto de virada para a sua vida: Maria Luna, uma cadelinha da raça pug.

“A Maria Luna foi a minha luz na escuridão. O meu marido me deu quando eu estava com depressão e já não via mais sentido em viver. Mas, quando vi aquela ‘criança’ indefesa, enxerguei imediatamente uma luz e pensei: se eu partir, quem vai cuidar dela? Hoje, ela tem três anos e é a pessoinha que sei que está me esperando em casa. Quando chego, recebo o olhar mais lindo, uma balançada de rabinho e muitos lambejos. Sou infinitamente grata a Deus por ter ela na minha vida”, relata a aluna.

A experiência de Heledaliany ilustra um fenômeno frequente em atendimentos de saúde mental: o senso de responsabilidade e o afeto sem julgamentos de um animal de estimação podem reancorar alguém na realidade, devolvendo a perspectiva de futuro e o valor do cuidado diário.

Se os cães oferecem um suporte emocional inestimável, a contrapartida exige empenho e atenção constante dos tutores para garantir o bem-estar e a longevidade dos animais.

A professora do curso de Medicina Veterinária da UNINORTE, Fabiana Schmitt, destaca a relevância dessa troca e aponta os pilares fundamentais para uma posse responsável. “Os pets exercem um papel transformador nas estruturas familiar e emocional das pessoas, oferecendo uma presença constante que melhora significativamente a qualidade de vida. No entanto, para essa relação ser saudável, é preciso retribuir com cuidados estruturados. Isso inclui manter o calendário de vacinação e vermifugação em dia, oferecer uma alimentação equilibrada e adequada à raça e idade, e garantir visitas periódicas ao médico-veterinário. O bem-estar psíquico do animal também é crucial: passeios diários, estímulos mentais e, acima de tudo, um ambiente seguro e afetuoso são indispensáveis para a saúde integral do pet”, orienta a especialista.

Conheça a Clínica-Escola de Medicina Veterinária

A Clínica-Escola de Medicina Veterinária da UNINORTE fica localizada na Rua 10 de Julho, 873, Centro. Ela funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h, com consultas de clínicos em geral e especialistas, como ortopedista, dentista, oncologista e clínicos silvestres, assim como serviços de cirurgias diversas, tratamento de quimioterapia e procedimentos em geral. Os atendimentos são realizados por alunos, sempre supervisionados por professores da área. Os preços são acessíveis. Para outras informações, entrar em contato pelo número (92) 98587-568.

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