O roteiro mudou no Planalto! Depois de passar dias fazendo jogo duro e ignorando os clamores do estado, o presidente Lula sentiu o tranco da pressão e ligou para o governador Roberto Cidade prometendo o que antes havia sido negado. A reviravolta vem logo após o governo federal ser duramente cobrado por internautas e autoridades locais por fazer vista grossa para o desastre ambiental no Norte, chegando ao ponto de o próprio comandante dos Bombeiros denunciar que Brasília tinha dado um “não” redondo para o envio de suporte aéreo.
A bronca da população era justamente essa: enquanto Manaus sufocava em uma fumaça de cortar o peito, o socorro com aviões de grande porte — os únicos capazes de travar o avanço das chamas em áreas isoladas — ficava travado na burocracia e nas picuinhas políticas de Brasília. A mudança de postura de Lula só aconteceu quando a fervura subiu e o desgaste do governo federal na região ficou insustentável.
Agora, pressionado pelas críticas de que “teria demorado demais para agir”, o presidente correu para anunciar o envio dos quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros, tentando limpar a barra com o eleitorado amazonense. No estilo Chumbo Grosso, o povo não esquece que a ajuda só veio depois que o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Orleilso Muniz, botou a boca no trombone e escancarou a rejeição inicial dos pedidos do Estado. O reforço pode estar chegando hoje, mas a cobrança pelo chá de cadeira que o governo federal deu no Amazonas continua rendendo nos bastidores. Mesmo assim Governador Roberto Cidade agradeceu o envio de ajuda.





