O tempo é o senhor da razão, meus amigos! Quem assistiu aos debates do primeiro turno vai lembrar muito bem: o senador Eduardo Braga soltou o verbo e cravou que Omar Aziz e David Almeida já estavam de conversinha de bastidor. Na época, teve quem quisesse abafar, mas a verdade sempre aparece.
Nesta sexta-feira, dia 9 de outubro, o que era fofoca de bastidor virou cena pública. O ex-prefeito David Almeida deu as caras no grande ato político de Omar Aziz, em Manaus, selando de vez o casamento político para este segundo turno. A imagem dos dois juntos no palanque é a prova definitiva de que Braga estava coberto de razão: o “acordo secreto” já vinha de longe.
O movimento, porém, carrega o peso de um desgaste gigante. David Almeida sai das urnas carregando o fardo de uma alta rejeição popular, refletida diretamente na sua votação pífia para o Governo do Amazonas. O ex-prefeito amargou um modesto quarto lugar, conquistando apenas 10,54% dos votos válidos (218.490 votos) — um tombo homérico para quem já governou a capital e tentava se cacifar como liderança estadual.
Para quem passou a campanha trocando farpas e acusações pesadas em frente às câmeras, o abraço de ontem mostra que, na política do Amazonas, o pragmatismo fala mais alto que qualquer discurso. Resta saber se o eleitor manauara vai engolir essa aliança ou se o “abraço dos afogados” vai pesar contra Omar Aziz na disputa contra a Professora Maria do Carmo (PL).
O eleitor assiste a tudo isso de camarote. O jogo do segundo turno começou do zero, mas as velhas alianças já estão bem desenhadas na mesa!





