Os vereadores de Manaus rejeitaram o requerimento de autoria de Rodrigo
Guedes (Republicanos) que solicitava esclarecimentos da Prefeitura de Manaus
sobre os contratos e pagamentos das obras do Complexo Viário do Passarão.
O pedido buscava informações sobre uma suspeita de pagamento em duplicidade
por serviços de engenharia, investigada pelo Ministério Público do Estado do
Amazonas (MPAM).
O requerimento do vereador tinha como objetivo obter transparência sobre a
aplicação dos recursos públicos e esclarecer se a Prefeitura de Manaus teria
pago duas vezes por serviços que já haviam sido executados anteriormente,
como estudos de solo e projetos de engenharia.
O questionamento ocorre após o Ministério Público abrir uma investigação sobre
possíveis pagamentos duplicados na obra de mais de R$ 80 milhões em
recursos públicos.
Apesar da relevância dos questionamentos, o requerimento foi derrubado em
plenário. Votaram contra o pedido 19 vereadores: Raulzinho, Gilmar
Nascimento, Joelson Silva, Eduardo Assis, Pai Amado, Rodinei Ramos, Roberto
Sabino, João Paulo Janjão, Glória Carratte, Diego Afonso, Allan Campelo, Paulo
Tyrone, Kennedy Marques, Sérgio Baré, Mitoso, Saimon Bessa, Eurico Tavares,
Marcelo Serafim e João Carlos.
Votaram a favor do requerimento, acompanhando Rodrigo Guedes, os
vereadores Coronel Rosses, Sargento Salazar, Thaysa Lippy, José Ricardo, Ivo
Neto e Raiff Matos. O vereador Jander Lobato não votou.
Outros 14 vereadores estavam ausentes: Aldenor Lima, Capitão Carpê, David
Reis, Dione Carvalho, Eduardo Alfaia, Everton Assis, Jaildo Oliveira, Marco
Castilhos, Professor Samuel, Professora Jacqueline, Rodrigo Sá, Rosinaldo
Bual, Rosivaldo Cordovil e Yomara Lins.
Para o parlamentar, é lamentável que os recursos públicos estejam sendo
utilizados de forma indevida e que os vereadores se neguem a investigar.
“Os vereadores blindam o prefeito e preferem prejudicar a população; essa é a
verdade da Câmara Municipal. É inaceitável que a aplicação dos recursos do
Poder Executivo não seja investigada. O prefeito Renato Júnior gasta o dinheiro
público como quer, não há prioridade para melhorias na vida da população e os
vereadores, que deveriam investigar, não fazem absolutamente nada”, disse.





