Festival Feminino de Artes Circenses encanta público da zona rural com palhaçaria, malabares e acrobacias

Para além das apresentações, projeto levou formação e difusão cultural para aproximadamente 900 pessoas 

O primeiro Festival Feminino de Artes Circenses encerrou suas atividades encantando um público de aproximadamente 900 pessoas na zona rural de Manaus. Com palhaçaria, malabares, acrobacias e muita diversão, o projeto idealizado pela artista Ana Cláudia Motta levou também a difusão, formação e a essência da arte circense para o público formado por alunos, familiares, educadores e a comunidade.

Composto por atividades como apresentações, oficinas, debates e vivências, o festival tem como principal objetivo democratizar o acesso à arte circense e suas modalidades, dando visibilidade e protagonismo às artistas circenses mulheres.

O primeiro espaço a sediar o projeto foi a Escola Municipal Canaã II, localizada na comunidade Julião, Tarumã-Mirim, no dia 7/5. Já no dia seguinte foi a vez da Escola Municipal Deputado Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Bisneto, localizada na rodovia AM 010, quilômetro 19, no Lago Azul, e da Escola Municipal Abílio Alencar, localizada no quilômetro 35, também da AM 010, se transformarem em um picadeiro.

As atividades iniciaram com a Oficina de Introdução à Palhaçaria Feminina, com a atriz e palhaça, Aline Cassiano. No segundo momento, assumiram a cena as artistas Lia de Paula, Juliana Gonçalves, Paloma Blandina, Kelly Vanessa, Mafê Carmim, Naruna Sahdo, Iris Oliveira, Emily Danali, Laysa Souza, Fernanda Bezerra e Teffy Rojas. Na Escola Municipal Deputado Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Bisneto ainda será realizada a oficina e, na segunda quinzena de maio, haverá o workshop de Acessibilidade.

“Fizemos números de palhaçaria e foi muito legal participar nas escolas da zona rural, porque vemos o encantamento das crianças com o circo na escola. A empolgação em fazer artes circenses. E é nessa fase que normalmente as sementes dos sonhos são plantadas e cultivadas”, destacou a artista Mafê Carmim.

Aline Cassiano, que ministrou as oficinas, destacou, com entusiasmo, a felicidade de integrar o projeto com artistas circenses de diferentes segmentos.

“Foi incrível participar deste projeto, conhecer meninas artistas incríveis  que exalam a arte e que engrandecem o cenário local. Que o circo viva no coração de todas e todos. Um elenco feminino lindo”, enfatizou.

Já a artista Lia de Paula, apresentou dois números aéreos: no tecido, com a música do filme Aladdin e um número na âncora, com o clássico de Pequena Sereia.

“Foi muito gratificante levar a arte circense que eu amo tanto para as crianças e ver o quanto elas gostaram. As crianças ficaram muito animadas, várias vieram falar com a gente depois perguntando sobre como nós nos tornamos artistas, o processo de treinos e ensaios. Foi legal ver como a maioria não fazia ideia de que a arte circense é uma opção de carreira”.

Formação Continuada

Para Ana Cláudia Motta, idealizadora do projeto e que assina a direção das atividades, a iniciativa alcançou seu objetivo dando visibilidade e protagonismo às artes circenses.

“Apostamos na diversidade. Levamos modalidades, estilos, idades e atuações diferentes. Selecionamos essas artistas por meio de um chamamento público e fizemos alguns convites. Sobre a formação, ela não se encerra neste festival, ela se inicia, por meio desse primeiro contato como possibilidade real de atuação, e encaminha para a busca de estudos, pesquisas e aprofundamentos”.

O primeiro Festival Feminino de Artes Circenses  foi contemplado pelo edital nº 03/2024 – Chamamento Público de Fomento à Execução de Ações Culturais de Circo, PNAB/AM, do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas e do Ministério da Cultura, do Governo Federal.

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