
Em assembleia geral nesse sábado (16), o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) deliberou por uma nova rodada de negociação com o secretário de Estado de educação, Luiz Castro, na próxima sexta-feira (22). Com a data-base atrasada, os trabalhadores da educação reivindicam o reajuste de 15%, incluindo reposição salarial e ganho real.
Para o mesmo dia está pré-agendada uma reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores de Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e Luiz Castro, mas ainda sem horário e local definidos.
De acordo com o coordenador administrativo da Asprom Sindical, Jamisson Maia, a assembleia geral da categoria, reuniu 70 professores e estabeleceu como pauta prioritária a discussão do reajuste.
“Não vamos aceitar apenas o reajuste da inflação em torno de 4%. Isso que foi colocado na mesa na primeira reunião. A Seduc disse que não tem mais do que isso até o momento. Queremos os 15% ou o reajuste acima da inflação, ganho real. Esperamos que na próxima rodada, a Seduc apresente uma nova proposta e respostas sobre o reajuste do auxílio alimentação e vale transporte”, disse Maia.
Caso a proposta de reajuste da data-base seja menor do que o sugerido, a categoria irá realizar um indicativo de paralisação no dia 28 de março em frente à sede do Governo, na Compensa, Zona Oeste de Manaus, a partir das 8h.
A data-base da categoria está atrasada desde o dia 1º de março e professores informaram à reportagem do Portal A Crítica que a folha de pagamento da Seduc já fechou e os contracheques foram gerados sem acréscimo salarial.
“Desde o dia 8 de fevereiro solicitamos uma audiência com o secretário, pois sabemos que a dinâmica da folha de pagamento tem um cronograma. Agora só podemos ser contemplados em uma folha de extra e vamos discutir isso no dia 22”, afirmou o coordenador administrativo da Asprom Sindical.
A categoria defende que o reajuste de 15% cabe no orçamento da Seduc em razão dos repasses federais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
TCE intimou o secretário sobre os procedimentos milionários feitos sem licitação
Em reunião realizada dia 28 de fevereiro, na sede do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), o secretário de Estado da Educação (Seduc), Luiz Castro, , apresentou justificativas à conselheira Yara Lins dos Santos, presidente do TCE, e ao procurador de Contas Carlos Alberto de Almeida (Pai do vice-governador) sobre as dispensas de licitação feitas para fornecimento de alimentação escolar.
Em produtiva conversa, o secretário tentou esclarecer os pontos acerca dos procedimentos realizados em mais de R$ 32 milhões sem licitação, ao passo que houve, tomando por base a relevância do serviço de alimentação escolar, um entendimento por parte da conselheira Yara Lins dos Santos, no sentido de permitir a continuidade das dispensas, desde que a Seduc, no prazo máximo de 30 dias, inicie os necessários procedimentos licitatórios, que já estão em andamento na pasta, para contratação dos serviços.




