As declarações do presidente estadual do PL no Amazonas, Alfredo Nascimento, ao podcast Ponto Final, do portal O Diário da Capital, explicitaram o tamanho do racha interno da legenda no estado. Ao desautorizar publicamente a pré-candidatura do Capitão Alberto Neto à Prefeitura de Manaus — revelando ter ligado para o deputado perguntando se ele estava “louco” —, Alfredo escancarou que o projeto do parlamentar já nasce descartado pela cúpula partidária.
Mais do que um puxão de orelhas em Alberto Neto, o discurso de Alfredo carrega uma dura insinuação sobre os rumos recentes da legenda. Ao classificar projetos isolados como “aventuras” que torram recursos do fundo partidário e esforços do partido sem alcançar êxito, a fala é lida nos bastidores como uma clara referência ao desastre estratégico da última eleição, que culminou na derrota de Maria do Carmo e desmantelou a força do grupo no Amazonas.
Ao pregar a necessidade de reorganizar a casa e construir um “arco de alianças”, Alfredo Nascimento sinaliza o desembarque das pretensões individuais de Alberto Neto e abre caminho para composições mais pragmáticas no mapa de poder local. O recado do comando do PL é direto: o partido não vai repetir os mesmos erros e nem rasgar dinheiro em candidaturas isoladas.
Por Ronaldo Aleixo/Jornalista do Portal Chumbo Grosso e Comentarista Político





