Aliado afirma que Eduardo Bolsonaro vendeu a vaga para o Senado por R$ 60 milhões

O clima pesou de vez no bolsonarismo. O que era uma aliança estratégica virou um campo de batalha público entre o ex-ministro Ricardo Salles (Novo) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL). O estopim? A decisão do PL de lançar André do Prado — homem de confiança de Valdemar Costa Neto — como pré-candidato ao Senado por São Paulo, tendo Eduardo como seu primeiro suplente.

As acusações: Corrupção e “Bravatas”

Salles não poupou munição. Em entrevista ao podcast IronTalks, o ex-ministro disparou contra a integridade da chapa, sugerindo que a vaga de Prado foi comprada.

  • O Valor do Apoio: Salles afirmou que corre nos bastidores da Câmara que o grupo de Eduardo negociou a vaga por valores que oscilam entre R$ 20 milhões e R$ 60 milhões.
  • A “Contaminação”: Segundo Salles, o governador Tarcísio de Freitas teria barrado Prado como vice justamente para “não contaminar o governo” com os esquemas do “Centrão corrupto” liderado por Valdemar.
  • Ataque Pessoal: Salles chamou Eduardo de “burro” e o acusou de fugir para os Estados Unidos para fazer “bravatas” enquanto o tabuleiro político em São Paulo é entregue a figuras de reputação duvidosa.

O Contra-Ataque: “Biruta de Vento” e “Meme”

Eduardo Bolsonaro não deixou barato e, em uma live carregada de deboche e irritação, partiu para o revide. Ele classificou Salles como um político isolado e imaturo.

“Você está virando meme, Salles. É uma biruta de vento político. Está fazendo esse estardalhaço todo por vingança, porque não foi o escolhido”, disparou o filho do ex-presidente.

Eduardo desafiou Salles a provar qualquer “acordo financeiro” e acusou o ex-ministro de “cagar” para os outros aliados (como Mello Araújo e Mário Frias) apenas para alimentar sua própria “raivinha” por ter sido preterido pelo partido.

Fogo Amigo: Sobrou até para o “Grupo de Nikolas”

A metralhadora de Eduardo Bolsonaro não parou em Salles. O deputado aproveitou o espaço para atacar o vereador Pablo Almeida (PL-BH), braço-direito de Nikolas Ferreira.

  • O insulto: Eduardo chamou o vereador mineiro de “vagabundo”.
  • O motivo: A acusação de que Pablo teria editado vídeos de Eduardo para sugerir que ele não se importava com a vida do próprio pai, Jair Bolsonaro. “Isso é coisa de vagabundo”, repetiu.

O Cenário de Caos

Enquanto Eduardo se defende de Miami, alegando que sua presença nos EUA rendeu frutos como a “sanção contra Moraes via Lei Magnitsky”, a direita paulista sangra em público.

PersonagemStatusPrincipal Ofensa Proferida
Ricardo SallesAcusador“Eduardo é burro; a vaga foi vendida por R$ 60 mi.”
Eduardo BolsonaroDefesa/Ataque“Salles é biruta de vento e está virando meme.”
Pablo AlmeidaAlvo Secundário“Vagabundo que edita vídeo para queimar os outros.”

O desfecho: A troca de acusações de corrupção e os xingamentos de baixo calão expõem uma rachadura profunda no núcleo duro do PL, onde a lealdade parece ter sido substituída pela disputa feroz por sobrevivência política em 2026.

Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados.

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