Após Bolsonaro afirmar que Moraes repassa informações para Folha de São Paulo, o ministro pede investigação sobre vazamento

“Já está errado porque o Alexandre de Moraes vazou. Foi o Alexandre de Moraes quem vazou. Não vem com papinho de que foi a PF, não. Porque esse pessoal da PF, Alexandre de Moraes, come na tua mão. Então foi você que vazou”, ressaltou Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro do STF e presidente do TSE, Alexandre de Moraes / Crédito: Antonio Augusto/Secom/TSE

Um dia após o presidente Jair Bolsonaro (PL) acusar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de vazar informações para o jornal Folha de S.Paulo sobre a autorização da quebra de sigilo bancário do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ajudante de ordens do chefe do Executivo federal, o ministro determinou investigação sobre o caso.

Moraes determinou que seja instaurado um procedimento administrativo sigiloso para apurar vazamento dos dados. De acordo com o ministro, o delegado de Polícia Federal Fábio Alvarez Shor deve prestar informações.

Fábio Alvarez provavelmente concederá “informações pertinentes acerca dos fatos noticiados, notadamente no que diz respeito ao acesso, no âmbito policial, às decisões proferidas nos autos da referida Pet e aos relatórios produzidos nos autos, bem como fornecer os nomes de todos os policiais federais que têm conhecimento dos assuntos investigados na Pet 10.405”, disse Moraes na decisão. O magistrado instrutor Airton Vieira, do STF, vai presidir os trabalhos.

Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Palácio do Planalto disse que a quebra de sigilo contra Cid é uma “covardia” e acusou Moraes de vazar a informação para o jornal Folha de S.Paulo, que revelou o caso após falar com fontes na PF.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui