Neste domingo (27/09), a assessoria da Coligação “Pra Cima, Amazonas”, encabeçada por David Almeida (Avante), disparou um comunicado à imprensa promovendo uma nova pesquisa eleitoral do Instituto Phoenix (AM-00999/2026). A estratégia tenta emplacar números favoráveis ao candidato, mas esbarra em um detalhe crucial: a total falta de credibilidade do instituto responsável.

Optamos por não divulgar os resultados deste novo levantamento. O motivo é claro: a empresa assina uma pesquisa que acaba de ser barrada pela Justiça Eleitoral (TRE-AM) por apresentar deficiências intransponíveis e potencial para gerar “grave desinformação” no processo democrático.
Há poucos dias, o TRE-AM suspendeu liminarmente o levantamento anterior do mesmo Instituto Phoenix (AM-04753/2026) devido a vícios metodológicos absurdos. A decisão judicial constatou que a empresa cometeu o erro crasso de citar a cobertura de todas as regiões do município de Unaí, em Minas Gerais, para embasar uma pesquisa exclusiva para o Governo do Amazonas. Além dessa falha grotesca no plano amostral, a pesquisa sonegou dados obrigatórios exigidos por lei, como o número real de eleitores por setor censitário e a devida segmentação demográfica.
A determinação do Tribunal alertou para o perigo de dados inidôneos interferirem na convicção do eleitorado e fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da suspensão.
Mesmo com esse histórico imediato de irregularidades metodológicas atestadas pela Justiça, a campanha de David Almeida apressou o registro de um novo levantamento com o mesmo instituto, insistindo em validar uma narrativa com bases estatísticas sob forte suspeita.
O nosso compromisso é com o jornalismo profissional e com a inteligência do leitor. Não serviremos de palanque para a disseminação de dados elaborados por uma empresa cuja capacidade técnica acaba de ser desmoralizada nos tribunais.
A pesquisa anterior foi suspensa;





