BOMBA: Exonerado da chefia, delegado de R$ 42 mil faz “show” em Humaitá enquanto deveria estar no plantão

Dados do Portal da Transparência revelam que Paulo Mavignier não é mais Diretor do DPI e foi rebaixado para delegacias distritais, mas segue usando estrutura e prestígio para palanque político no interior.

O que era uma denúncia de uso político da máquina pública acaba de ganhar contornos de deboche com a cara do cidadão amazonense. O delegado Paulo Mavignier, que recebe mensalmente R$ 42.445,49 dos cofres públicos, não foi a Humaitá em missão oficial, muito menos como Diretor do DPI — cargo do qual já foi exonerado. Em vídeo que circula nas redes sociais, o próprio delegado confessa o real motivo de sua viagem: curtir o show do cantor Wesley Safadão.

Lazer com Salário de Elite A presença do delegado na Exponhumaitá não teria problemas se ele estivesse de folga ou licença oficial. No entanto, dados do Portal da Transparência mostram que em abril ele recebeu o salário integral como Delegado de “Delegacias Distritais”. A denúncia que chega ao Portal Chumbo Grosso é que Mavignier abandonou suas funções reais na capital para fazer “turismo de luxo” no interior, aproveitando as festas regionais para pavimentar sua pré-candidatura a deputado estadual pelo partido Avante.

O “Show” Particular após o Show do Safadão O episódio do furto de seus equipamentos, que gerou um ultimato de 24 horas no Instagram, ganha agora uma nova interpretação. O crime ocorreu enquanto a autoridade se divertia no evento. Ao invés de agir como um cidadão comum e seguir os ritos da Polícia Civil (da qual ele não é mais diretor), Mavignier montou um palco digital para tentar transformar um descuido pessoal em demonstração de poder.

Perguntas que não calam:

  • Um delegado lotado em uma Distrital na capital pode abandonar o posto para ver show no interior em dia de expediente?

  • A viagem para ver o Safadão foi feita com veículo ou combustível do Estado?

  • O governador Roberto Cidade e a cúpula da Segurança Pública compactuam com delegados que trocam a delegacia por camarotes de shows?

O Contraste da Realidade Enquanto Mavignier ostenta sua camisa personalizada e curte shows de renome nacional, o morador de Humaitá que tem sua casa invadida não recebe um “vídeo de 24 horas” do delegado. Para o povo, fica o boletim de ocorrência e a espera; para o “delegado-candidato”, fica o marketing em cima da própria segurança falha.

O Portal Chumbo Grosso segue acompanhando o caso e aguarda que a Corregedoria da Polícia Civil se manifeste sobre o paradeiro da folha de ponto do delegado no período da festa.

 

https://www.transparencia.am.gov.br/diarias-e-passagens/

 

 

https://www.transparencia.am.gov.br/pessoal/exportar-arquivos/

 

OPINIÃO: O “ultimato” do delegado no Instagram: Segurança pública ou palanque eleitoral antecipado com show midiático?

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