As eleições de 2026 no Amazonas desenham-se sob o peso esmagador de duas grandes engrenagens políticas: a máquina estadual comandada pelo governador Roberto Cidade e a força político-eleitoral do senador Omar Aziz. A assimetria do pleito é gritante quando comparada à realidade de nomes como o de Maria do Carmo, que enfrenta a disputa praticamente sem o volume de verba necessário para nivelar o jogo no estado.
Do outro lado desse tabuleiro, David Almeida assiste ao derretimento antecipado do seu projeto ao ver a própria gestão naufragar sob o comando do seu sucessor, Renato Jr. Em vez de buscar pontes institucionais, Renato decidiu ir para o embate direto contra Roberto Cidade, ignorando a dependência histórica e vital que a capital Manaus tem do apoio financeiro e estrutural do Governo do Estado.
É nesse cenário de terra arrasada que entram os bastidores apurados pelo jornalismo do Chumbo Grosso: fontes ouvidas pelo portal revelam o desesperado plano de sobrevivência de David Almeida. Ciente da ameaça real de uma derrota acachapante ainda no primeiro turno da disputa estadual, o ex-prefeito já articula o seu retorno à gestão municipal em 2027 — ocupando a estratégica Secretaria de Obras (Seminf) para não perder a caneta e o controle da máquina da capital.
A grande incógnita no Paço Municipal é se Renato Jr. aceitará passivamente esse papel subalterno na própria prefeitura. Informações colhidas pela equipe do Chumbo Grosso apontam que o atual prefeito já percebeu que tem margem para tentar a reeleição e pode resistir a virar mero figurante. A dúvida que fica no ar é: o criador aceitará ser tutorado pela sua própria criação, ou Manaus será palco de um rompimento político antes mesmo do pleito?
Texto: Ronaldo Aleixo.





