BRIGA BOMBA BARÉ: Coronel Vinícius rebate Delegado Péricles e joga M… no ventilador o “milagre da nota zero” no concurso de Delegado

O clima esquentou nos bastidores da segurança pública e da política amazonense. O ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas, Coronel Vinícius, resolveu quebrar o silêncio e gravou um vídeo cirúrgico para rebater os ataques desferidos pelo deputado estadual Péricles Rodrigues do Nascimento (o “Delegado Péricles”, do PL).

Com a elegância de quem tem folha corrida de serviços prestados e a ironia fina de quem sabe exatamente onde o calo do adversário aperta, o Coronel colocou o parlamentar no seu devido lugar.

O Ataque e a Resposta Elegante (com Dose Cavalar de Ironia)

Tudo começou quando o deputado Péricles, no alto de sua empáfia parlamentar, resolveu atacar o ex-secretário, chamando-o de “fisselento”, acusando-o de não fazer nada e de passar o tempo todo trancado no gabinete.

A resposta veio em tom educado, mas com o peso de uma tonelada. O Coronel Vinícius lembrou que ostenta mais de 32 anos de vida pública na Polícia Militar do Amazonas e que cada degrau de sua carreira foi conquistado por mérito próprio, de peito aberto e cabeça erguida. E foi aí que o Coronel desferiu o golpe de mestre, sugerindo que, ao contrário dele, tem gente por aí que prefere pegar “atalhos” na vida pública em vez de seguir a linha reta da competência.

Quem assistiu ao vídeo entendeu o recado na hora: uma referência direta à emblemática e vergonhosa saga jurídica que colocou o selo de “delegado” na carteira de Péricles.

O “Milagre do Meio Ponto” e a Dança das Cadeiras no Tapetão

Para quem não se lembra, o Portal Chumbo Grosso refresca a memória do leitor e do concurseiro que racha de estudar dia e noite. A história do nobre deputado no concurso de 2013 para Delegado da Polícia Civil é digna de um roteiro de ficção jurídica.

  • O Vexame Discursivo: Na correção real, oficial e sem choro da prova discursiva, Péricles tirou um redondo e incontestável ZERO. Estava eliminado, enterrado e fora do certame.
  • O Milagre: Inconformado, acionou o Judiciário e conseguiu uma revisão para lá de generosa. A nota subiu de 0 para 0,5. Meio ponto! Uma nota que faria qualquer estudante passar vergonha, mas que para o atual deputado foi o oxigênio necessário para continuar respirando no concurso.
  • A Manobra do Desempate: Não bastasse ressuscitar com meio ponto, ele ainda quis mudar as regras do jogo. Enquanto o edital previa o desempate logo após a prova objetiva, Péricles exigiu que o desempate só ocorresse no final de tudo, após a prova de títulos — uma engenharia interpretativa que só favorecia a ele mesmo.

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) bateu o pé, contestou a manobra por mais de cinco anos e acusou o candidato de tentar burlar as regras. Pelas normas do edital, Péricles estaria amargando a 321ª posição (fora das 300 vagas). Com o malabarismo judicial, ele alegou ter pulado para a 262ª colocação.

Mérito vs. Atalho

O processo (Nº 0013364-77.2013.8.04.0001) transitou em julgado em 2018. A PGE perdeu prazos ou os recursos esgotaram, e a nomeação foi blindada pelo tapetão dos tribunais. Uma vaga conquistada não na caneta do conhecimento, mas na insistência jurídica.

A ironia do Coronel Vinícius foi cirúrgica porque expôs a nudez do rei. Enquanto o ex-secretário relembrou, orgulhoso, que foi o segundo colocado geral no concurso da PM e o primeiro de sua turma, o deputado Péricles carrega no currículo a marca de ter ficado quilômetros de distância das vagas legítimas, precisando raspar o fundo do tacho da Justiça para conseguir entrar pela janela.

Antes de apontar o dedo para a carreira alheia e ditar regras de eficiência, o deputado do PL talvez devesse lembrar que o teto de quem entra na polícia com nota zero e meio ponto é de vidro extremamente fino. Quem tem histórico de “atalhos” não deveria criticar quem construiu a carreira pela porta da frente.

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