
MANAUS (AM) – O clima nos bastidores do Palácio da Compensa é de pura asfixia financeira. Logo nos primeiros meses da nova gestão, o governo estadual se deparou com um cenário fiscal dramático, reflexo direto da herança maldita deixada pela administração de Wilson Lima. Para tentar estancar o sangramento do rombo bilionário e evitar a paralisia dos serviços essenciais, o governador Roberto Cidade enviou à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) a Mensagem Governamental N.º 38/2026, que traz uma manobra polêmica: mexer no dinheiro destinado aos pequenos empreendedores para cobrir as contas que ficaram abertas.
A proposta de Emenda Constitucional (PEC) altera temporariamente o artigo 63 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Na prática, a medida autoriza, até 31 de dezembro de 2026, o remanejamento de recursos do Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas (FMPES) — tirando verba que deveria financiar pequenos negócios e cooperativas — para aplicá-la em despesas correntes do Poder Executivo.
O “X” da Questão: A conta do Governo Wilson Lima chegou
O documento oficial obtido pelo Portal Chumbo Grosso revela as digitais do desequilíbrio fiscal plantado no passado recente. Na justificativa enviada aos deputados, o texto confessa que a atual gestão enfrenta uma forte “pressão sobre despesas obrigatórias”, gerada pela necessidade de fazer uma “permanente compatibilização entre receitas efetivamente realizadas e obrigações assumidas pela Administração Pública”. No jargão político, isso traduz o tamanho do passivo e dos contratos inflados deixados por Wilson Lima, que agora sufocam o orçamento.
Somado a isso, o primeiro quadrimestre de 2026 registrou uma acentuada “redução da arrecadação tributária”. Fontes de bastidores confirmam que Roberto Cidade determinou uma varredura completa nas secretarias para mapear todos os buracos herdados. O medo de responder legalmente pelo colapso financeiro do Estado é tão nítido que o texto da PEC se preocupa em criar uma blindagem jurídica inédita, deixando explícito que essa manobra emergencial “não constitui crime de responsabilidade”.
Bastidores: Recuada ao Senado e Manobra para a ALEAM
Enquanto o Estado tenta se equilibrar nas finanças, o tabuleiro político ferve. Rumores e fontes ligadas ao Portal Chumbo Grosso apontam que Wilson Lima já ensaia uma forte recuada em suas pretensões ao Senado Federal. O comportamento repete o mesmo modus operandi de quando deixou o governo, utilizando o último dia do prazo legal para renunciar. A estratégia agora deve ser idêntica: Wilson planeja esticar sua pré-candidatura ao Senado até o limite para, de última hora, anunciar que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) como deputado estadual.
Essa engenharia política tem um motivo claro: cumprir o acordo costurado com Tadeu de Souza, que foi anunciado e carimbado como o candidato a deputado federal oficial do sistema. Para não atropelar os planos do aliado e garantir sua própria sobrevivência política em um cenário de desgaste fiscal, Wilson deve optar pelo recuo estratégico rumo ao parlamento estadual.
Alerta na Mídia Local: Caixa no Vermelho
A grave situação financeira do Estado e a tentativa de capturar recursos do fomento econômico repercutiram na imprensa. Segundo reportagem publicada pelo Portal Remador, a realidade crua por trás dos termos técnicos do projeto é o “caixa no vermelho” do Executivo, o que motivou o pedido de urgência para a aprovação do texto. A reportagem do portal destaca o impacto negativo da medida, que retira o oxigênio financeiro do setor que mais gera empregos na ponta para poder salvar as finanças do próprio governo.
Com o documento agora tramitando nas comissões da ALEAM sob a relatoria e cuidados da Mesa Diretora, o atual governo corre contra o tempo para aprovar a emenda e tentar tapar os buracos da gestão de Wilson Lima antes que os serviços públicos parem de vez.




