Flávio Bolsonaro admite que pediu dinheiro a Vorcaro às vésperas de sua prisão.

O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) admitiu publicamente que cobrou o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para custear o filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. A confirmação veio após o vazamento de áudios em que o parlamentar demonstrava preocupação com atrasos no patrocínio, mencionando inclusive o risco de dar um “calote” no ator americano Jim Caviezel, protagonista da obra.

Em sua defesa, Flávio sustenta que a negociação foi estritamente privada e que não houve uso de verbas públicas ou benefícios da Lei Rouanet. O senador alega que conheceu Vorcaro em 2024, antes de o banqueiro se tornar alvo de investigações, e nega ter oferecido qualquer vantagem política ou intermediação junto ao governo em troca do apoio financeiro para a produção cinematográfica.

Apesar da tentativa de Flávio de normalizar a transação, o episódio gerou forte reação entre seus adversários políticos e potenciais aliados para 2026. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, classificou a conduta como “imperdoável” e um “tapa na cara dos brasileiros”, enquanto Ronaldo Caiado, governador de Goiás, subiu o tom na cobrança por explicações sobre a intimidade entre o parlamentar e o empresário.

O caso ganha contornos mais graves devido ao cronograma das mensagens: os pedidos de dinheiro teriam ocorrido em novembro de 2025, na véspera da prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero. A investigação apura fraudes bilionárias e crimes contra o sistema financeiro. Como estratégia de contenção, Flávio agora pede a abertura de uma CPI contra o Banco Master, tentando desviar o foco para supostas relações do banqueiro com o governo Lula.

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