A imprensa que se alimenta do cocho da Prefeitura de Manaus deu mais um show de mágica esta semana: fez surgir uma indignação estrondosa com a operação de crédito do Governo do Estado, ao mesmo tempo em que fez desaparecer, com uma facilidade incrível, o bilhão de reais contratado por David Almeida.
Para o grupo de “jornalistas” com memória de peixe aquático, o dinheiro que entra no Estado é chamado de “endividamento irresponsável”. Já o empréstimo de US$ 195 milhões (mais de R$ 1 bilhão) assinado pelo prefeito David Almeida para o Banco Mundial é tratado como “gestão visionária”. Dois pesos, duas medidas e uma folha de pagamento institucional muito bem servida.
O ataque eleitoreiro contra o Governo do Estado não busca informar o cidadão, mas criar uma narrativa encomendada. Esquece-se de dizer que ambas as operações passam pelo crivo do Governo Federal e exigem contrapartidas fiscais sérias.
Quando o assunto é defender o padrinho, a coerência vai para o lixo e o rigor técnico vira apenas conveniência de ocasião.
A população de Manaus não é cega: enxerga de longe quando o jornalismo dá lugar à panfletagem paga.
1 Bilhão David pediu para Manaus e 1 Bilhão Cidade vai usar para todo Estado.





