Enquanto Manaus e diversos municípios do Amazonas enfrentam uma das piores crises ambientais e de saúde pública recente, encobertos por densas nuvens de fumaça, a população assiste a uma distância preocupante do Poder Executivo federal.
A decisão do presidente de não cumprir agenda presencial no estado durante este período crítico soa como um descompasso com a gravidade da situação vivida pelos amazonenses. Em momentos de calamidade pública, a presença do chefe de Estado vai além da logística de governo: trata-se de um gesto fundamental de solidariedade, fiscalização presencial e liderança.
Ainda que equipes técnicas e brigadistas tenham sido destacados para a região, a ausência física da maior autoridade do país transmite à população a sensação de desassistência no momento em que a Amazônia mais precisa de socorro visual e de ações decisivas no combate ao fogo e à fumaça.
Se fosse no Governo Bolsonaro, o Ramos estaria dando piti 24h. Agora ele ainda consegue jogar a culpa para outros na maior cara de pau.





