MAIS EMPRÉSTIMO: David escala Renato Jr. enquanto CMM libera “cheque em branco” de R$ 2,5 bilhões

Foto: Diivulgação/Assessoria/Redes Sociais David Almeida

O cenário político em Manaus pegou fogo nesta segunda-feira (27), em uma dobradinha que mistura estratégia eleitoral de sobrevivência e um endividamento que faria qualquer contador perder o sono. Entre apertos de mãos e manobras legislativas, o grupo de David Almeida mostra que não está para brincadeira — nem com o poder, nem com o cofre público.

O “Posto Ipiranga” da Campanha

David Almeida (Avante), agora oficialmente ex-prefeito e focado na cadeira de governador, anunciou seu sucessor, Renato Júnior, como o marechal de sua campanha. A jogada é clara: David quer manter as chaves da “sétima maior cidade do Brasil” no bolso enquanto tenta conquistar o Amazonas. Renato, que caiu de paraquedas na prefeitura com a renúncia do titular, agora acumula a função de gestor da capital e coordenador eleitoral. É a política do “continuísmo” em sua forma mais pura.

CMM no Ritmo da Urgência: R$ 2,5 Bilhões na Conta

Enquanto o anúncio político dominava as redes, os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) faziam o serviço pesado. Em regime de urgência, aprovaram o ajuste para um empréstimo colossal de R$ 2,5 bilhões. O pretexto? Ajustar a lei municipal de 2025 às exigências do Tesouro Nacional (STN), que deu um “puxão de orelha” na prefeitura após uma tentativa de permitir que bancos metessem a mão direto nas contas do município para pagar as parcelas.

O Placar: 30 votos a favor da “farra do crédito” contra apenas 5 vozes dissonantes.

 

A Bronca da Oposição: “Lambança Legal”

O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) não poupou munição. Segundo ele, o dinheiro não vai virar asfalto, creche ou hospital, mas servirá apenas para “tapar buraco” de dívidas anteriores.

  • “É única e exclusivamente para amortizar dívidas. A prefeitura fez uma verdadeira lambança legal e agora tenta consertar o erro sob pressão do STN”, disparou Guedes, sugerindo que a saúde financeira da capital está na UTI.

 

Do outro lado, o fiel escudeiro Gilmar Nascimento (Avante) tentou colocar panos quentes. Para o governismo, a mudança é apenas uma “inovação operacional” exigida pelo rigor do Governo Federal. Segundo ele, o banco não pode mais debitar o valor automaticamente; a prefeitura terá que seguir o rito comum de empenho e pagamento.

O resumo da ópera é um só: David Almeida sai da prefeitura, mas deixa seu sucessor no comando da máquina e com um empréstimo bilionário aprovado para “gerir”. Com a campanha para o Governo do Estado batendo à porta, resta ao contribuinte manauara observar quem, no fim das contas, vai pagar os juros dessa conta de R$ 2.500.000.000,00.

A política em Manaus virou um jogo de alto risco, e o dado já foi lançado.

Texto: Ronaldo Aleixo e Rubson Madeira/Chumbo Grosso e Cobras da Direita.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui