A temperatura polÃtica no Amazonas atingiu o ponto de ebulição. Se nos gabinetes refrigerados de BrasÃlia a cúpula nacional do PT e o senador Eduardo Braga (MDB) achavam que iriam rifar a candidatura de Marcelo Ramos ao Senado sem ouvir protestos, quebraram a cara. Em um claro e ruidoso sinal de desafio, Ramos decidiu pagar para ver: manteve sua agenda de rua, confirmou a realização de uma grande plenária com a militância em Manaus e mandou o recado definitivo de que não aceitará o tapetão polÃtico de joelhos.
A resposta do ex-deputado federal vem no momento mais tenso da disputa. Logo após vir a público desmascarar a narrativa conveniente plantada por Eduardo Braga — que tentou emplacar a fake news de que Ramos abriria mão do Senado pacificamente para ser “coordenador da campanha de Lula” —, o pré-candidato esquentou os tambores. Ao carimbar seu nome no panfleto oficial do evento no Sindipetro-AM com as letras garrafais “Pré-candidato ao Senado”, Marcelo Ramos não está apenas convidando a militância para conversar; ele está demarcando território e peitando o favoritismo que Braga tenta impor na marra.
O Povo Contra o Gabinete
Nos bastidores da esquerda manauara, o clima é de revolta generalizada com o pragmatismo da Executiva Nacional do PT, que tenta empurrar goela abaixo do eleitor amazonense uma chapa “capada”, obrigando o eleitorado progressista a votar exclusivamente em Braga ou anular seu segundo voto na urna.
Ramos já verbalizou o tamanho do absurdo: em uma eleição onde o eleitor tem duas vagas para o Senado, retirar uma candidatura competitiva de esquerda sob a desculpa de “não dividir votos” é subestimar a inteligência do povo e dar um presente de bandeja para os candidatos da direita. Mais do que isso, Ramos se coloca como o único nome com estofo e coragem para fazer a defesa real do legado do presidente Lula no palanque local, algo que o MDB fisiológico historicamente evita fazer com firmeza.
A Hora da Verdade no Sindipetro
A manutenção da plenária com a militância de Manaus é o xeque-mate de Ramos nesta semana. Ao subir no palanque cercado pelas bases partidárias e pelos movimentos sociais que dão sustentação ao PT no estado, ele força a direção nacional e os caciques locais a assumirem o desgaste público de puxar o seu tapete diante dos próprios eleitores.
Se a intenção de Eduardo Braga era isolar Marcelo Ramos para pavimentar sua reeleição sem sustos, o tiro pode ter saÃdo pela culatra. Ramos mostrou que tem voto, tem voz e, principalmente, tem independência para não aceitar cabresto de quem quer que seja.
A militância promete lotar o Centro de Manaus. E o recado das ruas é claro: a candidatura de Marcelo Ramos ao Senado segue viva, pulsando e pronta para o combate.
O tabuleiro está montado, as pedras estão se movendo e o Chumbo Grosso segue acompanhando de perto. Quem viver, verá!
Por: Ronaldo Aleixo – Jornalista DRT 96423/SP






