No Senado, Wilson Lima se compromete a lutar contra os entraves que limitam exploração de minerais e terras raras no Amazonas

Candidato quer avançar na regularização fundiária e abrir novas matrizes econômicas para gerar emprego e renda no interior

O candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) defendeu, neste sábado (29/08), a exploração responsável das terras raras encontradas em Apuí como uma nova alternativa de desenvolvimento econômico para o Amazonas. Durante agenda no município, Wilson afirmou que pretende atuar em Brasília para superar entraves, avançar na regularização fundiária e garantir segurança jurídica aos projetos capazes de gerar emprego e renda no interior.

Wilson destacou que, durante sua gestão, o Amazonas avançou na abertura de novas matrizes econômicas, com o fim do monopólio na distribuição de gás natural e o andamento dos processos de licenciamento ambiental de projetos minerais estratégicos. Segundo o candidato, essas experiências demonstram que o estado pode aproveitar suas riquezas naturais de maneira responsável, sem abrir mão da preservação ambiental nem da defesa da Zona Franca de Manaus.

Apuí foi o quarto município visitado por Wilson desde sexta-feira (28/08). Antes de chegar à calha do Madeira, no sul do Amazonas, o candidato esteve em Lábrea, Pauini e Boca do Acre, na calha do Purus, onde apresentou propostas e prestou contas das ações realizadas durante seu governo.

“O município de Apuí é estratégico para o desenvolvimento regional, e essa sempre foi uma grande preocupação minha. Ninguém quer viver de benefício. Nós só queremos a oportunidade de produzir, de garantir o sustento da nossa família como resultado do suor do nosso trabalho”, afirmou Wilson Lima.

As terras raras são minerais estratégicos utilizados na fabricação de equipamentos eletrônicos, baterias, veículos elétricos e tecnologias de energia renovável, entre outras aplicações. Em Apuí, o projeto de exploração encontra-se em fase de licenciamento e é apontado como uma oportunidade para diversificar a economia local, atrair investimentos e ampliar a geração de emprego e renda.

Wilson ressaltou que o Amazonas mantém aproximadamente 97% de sua cobertura vegetal preservada e defendeu que o aproveitamento responsável de parte das riquezas existentes no estado possa se transformar em melhores condições de vida para a população. Para o candidato, desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e inclusão social precisam caminhar juntos.

“Quem está aqui no sul do Amazonas é tão brasileiro quanto quem está em São Paulo, Minas Gerais ou Mato Grosso plantando soja. Aqui também temos o direito de fazer isso. Aqui temos riquezas, temos o fósforo, terras raras. Se depender de mim, vai sair, sim, a exploração das terras raras”, acrescentou Wilson.

O candidato também defendeu uma atuação mais eficiente e integrada dos órgãos federais para solucionar a situação fundiária no sul do Amazonas e garantir segurança jurídica às famílias, aos produtores e aos empreendedores que trabalham dentro da legalidade.

“É por isso que eu quero estar lá em Brasília, porque eu quero trabalhar para que o Incra faça a sua parte, para que regularize a questão fundiária na região do sul do Amazonas. Para que o Ibama não atrapalhe a vida das pessoas que estão aqui, que querem produzir, das pessoas que só querem o direito de trabalhar”, disse.

Novas matrizes econômicas

Durante o encontro, Wilson lembrou iniciativas adotadas em sua gestão para reduzir a dependência econômica do Amazonas em relação à capital e criar novas oportunidades no interior. Entre elas, citou a abertura do mercado de gás natural, após mais de duas décadas de monopólio, medida que ampliou a concorrência e contribuiu para a chegada de novos investimentos, como a atuação da Eneva em Silves e Itapiranga.

Wilson também mencionou o avanço do Projeto Potássio Autazes, após anos de discussões e de tramitação do licenciamento ambiental. Para o candidato, os projetos relacionados ao gás natural, ao potássio e às terras raras mostram que é possível defender a Zona Franca de Manaus e, ao mesmo tempo, desenvolver novas atividades econômicas nos municípios do interior.

“Trabalhei muito para defender a Zona Franca de Manaus. Antes da reforma tributária, eu fiz a reforma tributária do estado para garantir os incentivos, mas também tive coragem de ir além, porque foi no meu governo que quebramos o monopólio do gás e permitimos que a Eneva se implantasse nos municípios de Silves e Itapiranga”, afirmou.

Segundo Wilson, a atuação no Senado permitirá levar essas pautas ao centro das decisões nacionais, cobrar respostas dos órgãos federais e trabalhar pela modernização de regras que hoje atrasam investimentos, sem reduzir as exigências ambientais. O objetivo, afirmou, é transformar o potencial econômico do Amazonas em oportunidades concretas para quem vive no estado.

Entregas em Apuí

Além de apresentar propostas para a abertura de novas matrizes econômicas, Wilson prestou contas das ações realizadas em Apuí durante seu governo. Entre elas estão mais de R$ 15 milhões destinados à pavimentação e à modernização de 50 ruas, a ampliação do sistema de abastecimento de água e a instalação de 391 pontos de iluminação de LED no distrito de Sucunduri.

Na saúde, foram entregues uma usina de oxigênio e estruturas de Telessaúde na UBS Anízio Ferreira, além do fortalecimento das remoções de pacientes por UTI aérea. Durante a gestão de Wilson, foram instaladas 38 usinas de oxigênio no interior e estruturado o serviço aeromédico de urgência e emergência para atender pacientes dos municípios mais distantes.

Apuí também recebeu o Núcleo de Ensino Superior da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), investimentos em qualificação profissional e a implantação do Grupamento de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIP). Na área social, 817 famílias do município são atendidas pelo Auxílio Estadual Permanente.

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