Entre a ‘superchapa’ e a sombra de Bronze: O verdadeiro motivo da visita de Alberto Neto a Flávio Bolsonaro

Pergunta 1: O Capitão foi tentar melar o acordo com Wilson Lima? Pergunta 2: Ou foi para emplacar a sombra de “Bronze” na vaga de Suplente?

Por Redação / Chumbo Grosso – No último dia 21 de julho, o Chumbo Grosso revelou em primeira mão a engenharia política que promete sacudir a disputa eleitoral no Amazonas: a formação de uma “Superchapa” ao Senado, desenhada sob a bênção do senador Flávio Bolsonaro (PL). A composição une o ex-governador Wilson Lima (União Brasil) e o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) no mesmo palanque.

A matemática parecia perfeita no papel: a união do interior (com o recall e a força da máquina trazidos por Wilson) com a capital (onde Alberto Neto ostenta o discurso conservador e a militância da segurança pública). Um pesadelo real para a base lulista de Eduardo Braga e Omar Aziz.

Porém, a foto recente de Alberto Neto e Maria do Carmo ao lado de Flávio Bolsonaro colocou um ponto de interrogação do tamanho do Amazonas nos bastidores de Brasília.

Afinal, qual foi o verdadeiro cardápio dessa conversa à porta fechada?

Pergunta 1: O Capitão foi tentar melar o acordo com Wilson Lima?

Nos bastidores, não é segredo que a ala mais radical da direita local torce o nariz para o abraço em Wilson Lima. Alberto Neto pode ter ido a Brasília em um gesto de desespero para tentar reverter a imposição da nacional e evitar dividir os holofotes (e os votos) com o ex-governador.

Vender a tese da “chapa pura” ou de uma candidatura isolada seria a tentativa do Capitão de preservar seu discurso de “novo” e não carregar o desgaste da gestão estadual. A pergunta é: Flávio Bolsonaro daria ouvidos a uma reclamação local em detrimento do acordo nacional entre PL e União Brasil?

Pergunta 2: Ou foi para emplacar a sombra de “Bronze” na vaga de Suplente?

A outra hipótese — bem mais espinhosa — indica que o Capitão não foi a Brasília para romper acordos, mas sim para negociar o que vai nos bastidores da sua própria chapa.

Como o Chumbo Grosso vem denunciando desde abril, o xadrez da suplência de Alberto Neto tem a sombra pesada do codinome “Bronze” (ou “Branquinho”, como citado em sessões do Tribunal de Contas do Estado – TCE). Seja a indicação direta desse figurão ou a de seu sócio, o grupo empresarial envolvido em graves denúncias de contratos milionários sob suspeita e uso do aparelho estatal tenta a todo custo garantir uma cadeira (e um passaporte) em Brasília.

Será que Alberto Neto foi avisar — ou pedir benção a Flávio Bolsonaro — para chancelar uma suplência blindada por negociatas financeiras de bastidor?

O Dilema do Capitão

Seja para fugir da sombra de Wilson Lima ou para tentar empurrar a indigesta suplência de “Bronze” sem alarde, o Capitão Alberto Neto se vê encurralado pelas próprias escolhas.

O eleitor conservador do Amazonas e a militância bolsonarista raiz aguardam a resposta: Alberto Neto foi a Brasília defender princípios da direita ou foi negociar pragmatismo de balcão?

O jogo está no tabuleiro, e o Chumbo Grosso continuará mostrando o que os bastidores tentam esconder.

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