Patrimônio de Salazar aumenta mais de 600% e Silas Câmara perde quase tudo

Sargento Salazar (PL) e Silas Câmara (Republicanos) (Foto: Reprodução)

Dentre os políticos com mandato que estão se candidatando a Câmara dos Deputados, o vereador manauara Sargento Salazar (PL) se destaca na declaração de bens: seu patrimônio saiu de R$ 290 mil na eleição de 2024 para mais de R$ 2,2 milhões em 2026, um crescimento de 660,6% em apenas dois anos. Outros grandes crescimentos foram detectados nos bens do deputado Fausto Jr. (União), de 518,1%, e do ex-vereador Massami Miki (Republicanos), de 260,48%, além da perda quase total de bens do deputado Silas Câmara (Republicanos).

As informações foram declaradas pelos próprios políticos ao sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No caso de Salazar, o vereador declarou em sua campanha de 2024 um apartamento de 290 mil como seu único bem. Já para a campanha de 2026, o militar afirma possuir seis bens, sendo o mais valioso uma casa financiada de R$ 1,7 milhão no condomínio Reserva dos Parques, além do mesmo apartamento de R$ 290 ml e um carro Volkswagem Nicus de R$ 119 mil. Nas Redes SWociais ele tem falado que tudo é fruto do seu trabalho como empresário.

A segunda maior valorização patrimonial foi do deputado federal Fausto Jr., que declarou possui R$ 550 mil em bens durante a campanha de 2022 e, nesta eleição, declarou R$ 3,4 milhões. Na eleição anterior, o parlamentar possuía apenas dois bens: um terreno de R$ 500 mil e cota de participação em uma empresa no valor de R$ 50 mil.

Neste ano, Fausto Jr. declarou quatro bens, sendo um terreno de R$ 1,5 milhão e mais R$ 1,5 milhão na participação dos lucros da empresa F V S Holding, onde aparece como sócio-administrador. O parlamentar declarou ainda possuir R$ 300 mil em participação no capital da empresa F V S Consultoria e R$ 100 mil em espécie.

O terceiro colocado é o ex-vereador de Manaus Massami Miki, cuja última tentativa de retornar à política parlamentar ocorreu em 2020. Na época, o empresário declarou um patrimônio de R$ 940,8 mil, com o maior bem sendo participação societária na pousada Alma Gêmea, localizada no bairro Nova Cidade. Neste ano, o ex-parlamentar declarou ter R$ 3,3 milhões em bens, com uma casa no Parque 10 avaliada em R$ 600 mil como o item mais valioso.

Outros políticos que experimentaram um alto aumento patrimonial foram o ex-deputado federal Delegado Pablo (PL), que saiu de R$ 565,2 mil em 2024 para R$ 1,5 milhão em 2026, crescimento de 168,09%; o ex-deputado Dr. Miguel Carrate (União), que declarou ter R$ 175 mil em bens no pleito de 2022 e passou para R$ 340,7 mil neste ano, aumento de 94,73%; e o deputado federal Adail Filho (MDB), que subiu de R$ 1,1 milhão para mais de R$ 2 milhões em quatro anos, um aumento de 82,97%.

Perdeu tudo

No lado inverso da declaração de bens, chama a atenção os valores declarados pelo deputado federal Silas Câmara. Em 2022, o líder evangélico possuía R$ 3,55 milhões em bens, enquanto em 2026 tem somente R$ 21,2 mil, uma queda de 99,4% no patrimônio.

Na última eleição, Silas Câmara possuía quatro bens: cotas de capital social na Milenium Sociedade de Participação e Administração no valor de R$ 1,6 milhão, crédito com Milena Ramos Câmara no valor de R$ 300 mil, um prédio comercial de R$ 100 mil localizado em Manaus e R$ 1,5 milhão em poder de sua esposa, a deputada federal acreana Antônia Lúcia (Republicanos).

Em 2026, o político tem apenas um depósito bancário de R$ 1,2 mil e mais R$ 20 mil em espécie como bens declarados. Os dados vêm meses após a Justiça decretar o divórcio entre Silas Câmara e Antônia Lúcia.

Outro parlamentar que teve deterioração patrimonial foi o deputado Sidney Leite (PSD). Em 2022, o político declarou R$ 278,5 mil em bens, enquanto em 2026 foram apenas R$ 44,4 mil, uma queda de 84%. A maior diferença está nos R$ 175 mil em espécie que o pessedista possuía em 2022, que não existem mais em 2026, além de um consórcio de R$ 81,8 mil que não havia sido contemplado na última eleição, mas já não consta na lista de bens do candidato.

O ex-prefeito de Manaus Arthur Neto (MDB) também viu seu patrimônio diminuir. Em sua candidatura ao Senado em 2022, o então tucano declarou R$ 2,5 milhões em bens, enquanto em sua tentativa de ingressar na Câmara dos Deputados em 2026 afirmou ter um patrimônio de R$ 648,6 mil.

Um candidato que perdeu todos os bens foi o ex-vereador Jornada (PDT). Na sua última tentativa eleitoral em 2022, o candidato afirmou ter R$ 5,8 mil em bens. Em 2026, ele afirmou não ter bens a declarar.

Reportagem: Acritica.

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