Coração na Esquerda: Plínio Valério repetiu discursos do PT, barrou privatizações da Petrobras e dos Correios, e de quebra votou contra indicação de Eduardo Bolsonaro a embaixada nos EUA

A Direita só tem dois representantes: Wilson Lima e Capitão Alberto Neto em 2026.

Com a aproximação da disputa pelas duas vagas ao Senado, as peças no tabuleiro político do Amazonas começam a se definir. E para o eleitorado que defende as pautas da direita e o legado do ex-presidente Jair Bolsonaro, a verdade precisa ser dita: a direita histórica e legítima no nosso Estado tem nomes consolidados — o ex-governador Wilson Lima e o deputado federal Capitão Alberto Neto. Plínio Valério (PSDB), por sua vez, nunca passou de um intruso nesse espectro político.

Uma análise fria do histórico de Plínio destrói qualquer narrativa de que ele seja um aliado do campo conservador. Suas ações em Brasília foram pautadas por uma “independência” que, na prática, muitas vezes serviu para esfaquear o governo Bolsonaro pelas costas e dar munição à esquerda.

A Traição no Caso Eduardo Bolsonaro

O episódio mais vergonhoso da trajetória de Plínio Valério ocorreu em 2019. Quando o presidente Jair Bolsonaro articulava a indicação de seu filho, Eduardo Bolsonaro, para a embaixada nos Estados Unidos, Plínio não pensou duas vezes: correu para os microfones para inflar o bloco do “não”, marchando lado a lado com a oposição mais radical do Congresso. Disfarçado sob o manto de uma suposta “exigência técnica”, o senador usou seu cargo para enfraquecer a autoridade do presidente que a direita elegeu. Ali, o eleitor amazonense descobriu que Plínio não era confiável.

O Voto Alinhado com a Cartilha da Esquerda

Se Plínio fosse de direita, defenderia o livre mercado e o enxugamento da máquina pública. Mas o que ele fez? Votou contra a privatização dos Correios e contra a privatização da Petrobras. Ao rejeitar o fim do monopólio estatal de empresas conhecidas pelo histórico de corrupção e ineficiência, Plínio usou exatamente o mesmo discurso atrasado que o PT e os sindicatos usam há décadas.

Para piorar, o senador se posicionou contra a MP do Contrato Verde e Amarelo, que visava desburocratar o primeiro emprego para os jovens brasileiros. Em todas as votações econômicas de impacto, o coração de Plínio Valério bateu do lado esquerdo do peito.

A Verdadeira Direita se Prepara

Enquanto Plínio tenta se equilibrar em cima do muro, a linha de frente do bolsonarismo no Amazonas está muito bem representada. Foram Wilson Lima e Capitão Alberto Neto que seguraram as bandeiras da direita nos momentos de maior pressão política. Wilson consolidou sua liderança no Estado, e Alberto Neto provou sua lealdade ideológica e força nas urnas, despontando como nomes naturais e legítimos para defender a pauta conservadora na briga pelo Senado.

As pesquisas eleitorais já refletem esse isolamento. Enquanto os nomes ligados ao bolsonarismo real e à centro-direita aparecem com força na liderança, Plínio Valério amarga posições secundárias, sem o apoio do eleitor conservador que ele tanto tentou seduzir.

O leitor do Portal Chumbo Grosso sabe separar o joio do trigo. A suposta cruzada de Plínio na CPI das ONGs foi uma cortina de fumaça oportunista para tentar limpar sua barra com o eleitorado de direita. Mas os votos não mentem. Plínio boicotou as privatizações, sabotou a indicação de Eduardo Bolsonaro e se aliou ao fisiologismo do PSDB.

Ele não é de direita, nunca foi bolsonarista e, na eleição, o Amazonas vai cobrar a conta de quem traiu a confiança do povo conservador.

Veja a lista esquerdista de Plínio:

Voto contra Eduardo Bolsonaro (2019): Foi um dos primeiros senadores a se posicionar publicamente contra a indicação do filho do ex-presidente para a Embaixada dos EUA. Plínio ajudou a inflar o bloco da oposição e dos partidos de esquerda no Senado, enfraquecendo a articulação política do Palácio do Planalto logo no início do mandato de Bolsonaro.

Voto contra a Privatização dos Correios: Alinhou-se ao discurso histórico da esquerda e dos sindicatos ao rejeitar a venda da estatal. Enquanto a direita defendia a eficiência do livre mercado e o enxugamento do Estado, Plínio votou para manter o monopólio e a máquina pública inflada.

Voto contra a Privatização da Petrobras: Posicionou-se contra a desestatização da petroleira, defendendo a manutenção do controle estatal sobre a empresa que foi o epicentro dos maiores escândalos de corrupção do país em governos passados.

Voto contra a MP do Contrato Verde e Amarelo (MP 905): Rejeitou a medida provisória do governo Bolsonaro que buscava flexibilizar as leis trabalhistas para reduzir o desemprego entre os jovens. Plínio votou junto com a bancada de oposição para derrubar o projeto econômico do governo federal.

Declaração Pública de “Não Alinhamento”: Em diversas ocasiões — incluindo manifestações oficiais na imprensa —, fez questão de frisar textualmente que “não era aliado de Jair Bolsonaro”, rejeitando o rótulo de parlamentar da base governista e se autodeclarando “independente”.

Fidelidade ao Fisiologismo do PSDB: Permaneceu fiel às diretrizes e ao estatuto do PSDB, partido de centro-esquerda histórico que fez oposição ferrenha e sistemática ao governo Bolsonaro no plano nacional.

Texto: Ronaldo Aleixo, jornalista e ex-líder do Papo de Direita, Maçonaria e Fora Dilma

 

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