O tabuleiro político do Amazonas está desenhado para o que promete ser a reedição de um massacre. A onda conservadora de direita que varreu o estado nas eleições passadas pavimentou o caminho para o ex-governador Wilson Lima (União Brasil) tentar impor, neste ano, mais uma derrota humilhante e histórica ao veterano Eduardo Braga (MDB) — que agora carrega o selo explícito de candidato oficial da esquerda e do presidente Lula.
💥 O Fantasma de 2022: O Atropelo que Braga quer Esquecer
O otimismo do bloco de direita não é por acaso; é baseado em dados reais e consolidados. No pleito anterior, Wilson Lima triturou as bases de Braga logo no primeiro turno, vencendo em 9 dos 10 maiores colégios eleitorais do Amazonas.
- O Massacre de Manaus: Na capital, o reduto mais conservador e antipetista do estado, Wilson Lima atropelou com 34% dos votos (367,9 mil). Eduardo Braga foi escorraçado para o 4º lugar, amargando minguados 13% (141 mil votos).
- Interior sem Prefeitos: Mesmo com as máquinas municipais jogando contra em Parintins e Manacapuru (onde os prefeitos locais apoiavam o emedebista), Wilson venceu ambos com mais de 54% dos votos. O atual ex-governador ainda aplicou lavadas em Coari (63%), Tefé (64%) e Tabatinga (58%), deixando Braga isolado e dependente de uma vantagem de pouco mais de 1% em Itacoatiara.
⚡ O Cenário para o Senado: O Rolo Compressor da Direita
Com duas vagas em disputa e sem segundo turno, o rolo compressor da direita tenta fechar o cerco para não deixar a esquerda respirar. Wilson Lima entra na corrida capitalizando o forte sentimento conservador e a aprovação de sua gestão, focando em carimbar o passaporte para Brasília como o nome mais forte do estado.
Por outro lado, Eduardo Braga joga a sua sobrevivência política apostando todas as fichas no eleitorado do interior profundo e no apoio do Palácio do Planalto. No entanto, carregar a bandeira do lulismo no Amazonas tem se provado um fardo pesado diante de um eleitorado majoritariamente inclinado à direita.
PROJEÇÃO DE NOVO MASSACRE NAS URNAS
A estratégia de Wilson Lima e dos partidos aliados de direita é usar a força esmagadora da capital para anular qualquer reação que Braga tente ensaiar no interior com a ajuda do Governo Federal. Se o desenho de 2022 se repetir nas urnas eletrônicas, o Amazonas mandará um recado contundente a Brasília, carimbando o segundo nocaute seguido na carreira do principal aliado de Lula no estado.





