Wilson Lima critica barreiras ao desenvolvimento e diz que vai defender no Senado o direito do Amazonas de produzir

Candidato apresentou propostas e resultados da sua gestão durante reunião com representantes da construção civil, do mercado imobiliário e de diferentes setores produtivos

Wilson Lima defendeu o desenvolvimento econômico como condição essencial para combater a pobreza, reduzir as desigualdades e ampliar os investimentos sociais no Amazonas. A declaração foi feita nesta terça-feira (22/09), durante reunião com representantes da construção civil, do mercado imobiliário e de diferentes setores produtivos, realizada a convite da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM) e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM).

“A impressão que tenho é que esse povo é contra o desenvolvimento. Meus amigos, não tem outro caminho para que a gente possa trazer justiça social e investimentos se a gente não tiver o esteio da atividade econômica. Se a economia não girar, não tem como fazer social, não tem como fazer proteção ambiental. Não existe uma sociedade sequer no planeta que tenha prosperado sem ter primeiro o viés da atividade econômica”, afirmou Wilson Lima.

Durante o encontro, o candidato ao Senado ressaltou que setores como a indústria e a construção civil já incorporaram práticas voltadas à sustentabilidade. Para Wilson, a preservação ambiental precisa caminhar ao lado da geração de emprego, renda e oportunidades para a população.

“Os setores já caminham para isso, a indústria já entendeu isso, o setor da construção civil já entendeu isso. Agora, se não tiver desenvolvimento econômico, esqueçam: a gente vai continuar fadado à miséria. O maior inimigo do meio ambiente é a pobreza. Enquanto a gente não trabalhar para superar a pobreza, e só se supera a pobreza dando oportunidade para as pessoas, vamos continuar tendo desigualdades sociais e problemas”, declarou.

Wilson Lima também criticou as restrições impostas ao Amazonas e afirmou que pretende defender, no Senado, o direito da população da região de ter acesso à infraestrutura e de explorar, de forma responsável, riquezas como o gás natural, o potássio e as terras raras.

“Quem mora aqui na região é tão brasileiro quanto quem mora no restante do país. Por que todo mundo ataca a Zona Franca, todo mundo quer ser protetor da Amazônia, todo mundo defende leis rígidas para o estado do Amazonas, como se aqui a gente tivesse apenas a responsabilidade de proteger, sem ter o direito de produzir? No momento em que a gente luta por algo essencial, que é o direito de ir e vir do cidadão, somos impedidos de ter uma estrada pavimentada, de explorar gás, potássio e terras raras. É contra isso que vou lutar”, afirmou.

Habitação

Na reunião, Wilson apresentou resultados dos investimentos realizados durante sua gestão, com destaque para o Amazonas Meu Lar, maior programa habitacional da história do estado. A iniciativa já atendeu mais de 32 mil famílias, sendo 23,3 mil por meio da regularização fundiária e 9,5 mil com soluções habitacionais. O programa também concedeu 2,9 mil subsídios do Entrada do Meu Lar, com investimento de R$ 90,5 milhões para ajudar famílias a pagar a entrada do financiamento.

Wilson lembrou ainda que, durante a pandemia, os canteiros de obras foram mantidos em funcionamento no Amazonas, preservando os empregos e a renda dos trabalhadores. Em 2025, o mercado imobiliário amazonense cresceu 24% em relação ao ano anterior e alcançou R$ 3 bilhões em faturamento.

Além da Ademi-AM e do Sinduscon-AM, participaram representantes da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAU-AM), do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas (Creci-AM), da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amazonas (Abrasel-AM), da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Amazonas (AEAA) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Amazonas (Senge-AM).

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