A segunda edição da Feira Internacional de Panificação da Amazônia aconteceu de 15 a 17 de outubro, no Vasco Vasques, com entrada gratuita e participação de empresários, profissionais, fornecedores, estudantes, empreendedores e consumidores ligados aos segmentos de panificação, confeitaria e alimentação. Manaus recebeu com sucesso a segunda edição da Feira Internacional de Panificação da Amazônia – FIPA 2026, evento que durou três dias e transformou o Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques em um grande ponto de encontro.
O objetivo principal da FIPA foi divulgar a indústria da panificação e promover a valorização do universo panaderil, com a exposição de 74 stands e diversas aulas-shows, concursos, seminários, palestras e demais atividades que contribuem no desenvolvimento profissional da população. No primeiro dia teve a aula-show que foi apresentado pelos chefs padeiros e associados do SINDPAM, com o famoso X-Caboquinho de 30 metros, com demonstração e degustação ao vivo para o público presente. No segundo dia, 16 de outubro foi celebrado o Dia Mundial do Pão e de forma estratégica na ocasião, aconteceu uma doação de mais de 10 mil pães para o público presente. E no terceiro dia foi finalizado com um bolo de 10 metros, também com degustação ao vivo para o público.
No segundo dia, 16 de outubro, também foi apresentado o lançamento do livro “Pães Artesanais” da escritora Odete Carvalheiro de Macedo, no estande do Sindpam, que foi bem prestigiado. A escritora deu dezenas de autógrafos, durante as vendas dos livros. Em relação ao resultado do concurso de bolos a feira apresentou, no terceiro dia, o seguinte resultado: 1° lugar R$ 1.500,00 + troféu e diversos prêmios de parceiros e uma bolsa do curso de confeitaria profissional do Senac de 300h; 2° lugar R$ 1.000,00 + troféu e diversos prêmios de parceiros e uma bolsa do curso de confeitaria profissional do Senac de 300h; e 3° lugar R$ 500,00 + troféu e diversos prêmios de parceiros e uma bolsa do curso de confeitaria profissional do Senac de 300h.
“Panificação da Amazônia” que foi intitulada a feira, foi pensada de forma estratégica para trazer para o Amazonas a responsabilidade de reconhecer a valorização do setor, posto que é visto como uma mini zona franca panaderil, pois emprega muito. São mais de três mil padarias que empregam cerca de mais de 12 mil pessoas de forma direta, cenário que também abriu espaço para as confeitarias, cafés regionais, pizzarias, cafeterias que também fazem parte do Sindpam.

Realizada pelo Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Amazonas (Sindpam), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP), a FIPA 2026 teve entrada gratuita e programação das 14h às 22h, reunindo negócios, conhecimento, tecnologia, inovação, demonstrações, experiências gastronômicas, oportunidades de relacionamento e aproximou os diferentes elos que formam a cadeia produtiva da panificação e confeitaria na Amazônia. A programação reuniu participantes de diferentes regiões, ampliando o intercâmbio entre empresas locais, nacionais e internacionais e criando um ambiente para apresentação de produtos, equipamentos, insumos, serviços, técnicas e tendências que movimentam o mercado.
A Presidente Zeina Russo, primeira mulher a ocupar o cargo no sindicato, em mais de 60 anos de existência da entidade, além de renovar e atualizar toda a estrutura de trabalho do Sindpam, traz essa proposta de explorar projetos e eventos, criando vitrines para que a população possa conhecer os serviços oferecidos pela panificação e confeitaria do Amazonas, de forma detalhada mostrando processos, sistematização, tecnologia e tendências.
Três dias dedicados à panificação e à confeitaria
Durante os três dias de evento, a FIPA apresentou uma programação diversificada, combinando o ambiente profissional de uma feira de negócios com atividades abertas ao público. A proposta foi oferecer aos visitantes a oportunidade de conhecer novidades do setor, acompanhar demonstrações, participar de momentos de capacitação, conhecer produtos e equipamentos e estabelecer contato direto com empresas e profissionais.
A feira também apresentou espaços para valorizar a produção regional, mostrando que a panificação e a confeitaria amazonenses possuem características próprias e uma relação cada vez mais forte com ingredientes, sabores e referências da cultura amazônica. Entre os destaques da programação estavam as aulas-show e demonstrações gastronômicas, que levaram para o espaço da feira técnicas e preparações especiais.
Negócios, tecnologia e inovação
Mais do que uma exposição de produtos, a FIPA funcionou como uma plataforma de relacionamento e geração de negócios. A presença de fornecedores de diferentes regiões permitiu que empresas amazonenses tivessem contato com novas tecnologias, equipamentos, produtos e soluções que puderam contribuir para a modernização de seus processos e para o desenvolvimento de seus negócios. Ao mesmo tempo, a participação de empresas e profissionais do Amazonas possibilita que marcas de outras regiões conheçam melhor o mercado local e suas características. Essa conexão entre quem produz, quem fornece, quem trabalha e quem consome é um dos pilares da feira.
Fortalecimento do setor no Amazonas
A realização da FIPA também coloca em evidência a dimensão da cadeia de panificação e confeitaria no Amazonas. Dados divulgados pelo setor apontam aproximadamente 3,6 mil empresas de panificação e confeitaria no Estado. No cenário nacional, dados da ABIP apontam mais de 332 mil empresas ativas no segmento e cerca de 2,76 milhões de empregos diretos e indiretos relacionados à cadeia. Nesse contexto, a FIPA busca contribuir para aproximar empresas, profissionais e fornecedores e ampliar as possibilidades de qualificação, inovação e negócios no mercado regional.
Realização e parceiros
A FIPA 2026 foi realizada pelo Sindpam em parceria com ABIP, apresentação da Trigolar com patrocínio Diamante de Natan Congelados, Casa dos Panificadores e FM Fornos, além de apoio institucional do Sebrae, da FIEAM, da Prefeitura de Manaus por meio da Manaus Cult e do governo do Estado por meio da SEDEL. A união de entidades representativas, empresas patrocinadoras e instituições parceiras reforça a proposta de construir uma programação voltada não apenas à exposição de produtos, mas ao desenvolvimento e à integração de toda a cadeia.





