A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), promove a exposição “Ciência Delas: o protagonismo feminino nas pesquisas das escolas municipais de Manaus”, no Espaço da Cidadania Ambiental (Ecam), no shopping Manauara, a partir desta terça-feira, 6/10. A iniciativa reúne pesquisas desenvolvidas por estudantes e comunidades escolares da rede municipal e que estarão na etapa final da 14ª Feira Municipal de Ciências, Tecnologia e Educação Ambiental de Manaus, a ser realizada no fim deste mês.
Segundo um dos coordenadores da feira, Marcos Silva, da Gerência de Tecnologia Educacional (GTE), a exposição reúne trabalhos que têm como referência a literatura e outras áreas do conhecimento, mostrando a diversidade das pesquisas produzidas pelos estudantes da rede municipal.
“O tema deste ano é ‘Ciência Delas’, trazendo a essência das mulheres. Aqui, nós apresentamos projetos que tiveram destaque nas zonas Norte, Leste e na zona rural de Manaus, com pesquisas que valorizam as mulheres. Temos desde mulheres indígenas ancestrais, mulheres das comunidades, até crianças e meninas que estão em sala de aula desenvolvendo suas pesquisas”, completa.
Entre os projetos apresentados estão “Tramas da Ancestralidade: Algoritmos da Etnomatemática na Produção de Bioarte na Sala de Recursos Multifuncionais”, do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Prof. Caio Carlos Frota de Medeiros; “Da terra ao protagonismo: a trajetória de Dona Maria como agricultora e empreendedora na comunidade Valparaíso”, da escola municipal Nossa Senhora do Rosário; e “Traços que Falam: Mulheres Tuyuka, Corpo, Memória e Ancestralidade – Grafismos Tuyuka como linguagem viva e herança feminina”, da escola municipal São João.
Os trabalhos estão disponíveis para visitação de forma autônoma e contam com recursos digitais, como QR Codes, que permitem o acesso a vídeos, registros, narrativas e outros conteúdos produzidos durante as pesquisas. A exposição apresenta projetos desenvolvidos nas zonas Norte, Leste e na área rural de Manaus, contemplando diferentes realidades e áreas do conhecimento.
Entre os projetos, está uma pesquisa desenvolvida na sala de recursos multifuncionais que articula o protagonismo ancestral feminino indígena à etnomatemática e às práticas pedagógicas da Educação Especial. A partir de elementos do artesanato indígena, os estudantes trabalham habilidades como coordenação motora fina, atenção e concentração, como explica a professora Mariane da Cruz, do Cmei Caio Carlos.
“Então, eu pude trabalhar essas habilidades com eles, valorizando a nossa cultura e, ao mesmo tempo, reconhecendo o trabalho dessas mulheres que estão à frente dessas práticas e que, muitas vezes, não têm esse reconhecimento. Esse foi o principal objetivo: desenvolver essas habilidades e trazer essa valorização do protagonismo ancestral feminino indígena”, explicou a responsável pelo projeto.
Para a estudante, Nicole Sophia Magalhães, do 8º ano da escola municipal Professora Dulcenides dos Santos Dias, a exposição também representa uma oportunidade de conhecer a cultura amazônica e perceber novas possibilidades de utilização de elementos presentes no cotidiano.
“É muito legal conhecer mais sobre a nossa cultura e sobre coisas que a gente vê no dia a dia e que podem ser usadas para fazer coisas novas. Como a semente de açaí, que podemos transformar em várias coisas, como artesanato e até joias. Eu acho muito importante esse conhecimento”, finaliza a aluna.





