Após abandonar Lula e acusar o petista de não cumprir agenda ambiental, Marina Silva anuncia apoio ao ex-presidiário novamente

Em 2006, a área da ministra já havia sido alvo de críticas pela suposta lentidão do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) na concessão de licenças ambientais para obras de infra-estrutura. Marina disse ser errada a idéia de tornar o Ibama mais flexível para facilitar o desenvolvimento econômico

A ex-ministra do meio ambiente de Lula, Marina Silva (Rede Sustentabilidade) confirmou que vai apoiar o ex-presidiário nas Eleições 2022. A ex-candidata se reuniu com o petista na manhã deste domingo (11) e discutiu a agenda ambiental com Lula. Ela também pediu que mais recursos no Orçamento para recompor órgãos ambientais que sofreram cortes nos últimos governos.

A ex-ministra do Meio Ambiente sempre teve a pauta ambiental e sustentável em suas campanhas. O apoio a Lula é essencial para discutir o tema e atrair o eleitorado que prioriza essa agenda. “As políticas públicas estão sendo destruídas. As políticas ambientais foram destruídas (…) Precisaremos de uma grande bancada comprometida para reverter tudo isso.”, declarou Marina, durante coletiva com Lula, Alckmin e apoiadores do Partido dos Trabalhadores.

Em publicação no Twitter, Lula ressaltou o convite para a reunião com ele e destacou que recebeu de Marina propostas para “um Brasil mais sustentável”.

“O programa que a @MarinaSilva nos apresenta é ousado, em um momento que o Brasil precisa levar muito mais a sério a questão ambiental. Temos que virar protagonistas internacionais, a Amazônia tem que ser estudada por cientistas, com soberania do Brasil”, escreveu.

Marina esqueceu o passado sombrio

Marina Silva deixou o governo após o Programa da Amazônia Sustentável (PAS) ser criticado por ambientalistas por, de acordo com eles, não trazer novidades importantes em relação à defesa da floresta amazônica e dar mais espaço a obras do que à preservação. A coordenação do programa foi entregue na época ao ministro dos Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.

Marina da Silva se envolveu também em uma polêmica pública com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que defendera a expansão do plantio de cana em áreas degradadas da Amazônia.

Em 2006, a área da ministra já havia sido alvo de críticas pela suposta lentidão do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) na concessão de licenças ambientais para obras de infra-estrutura.

Na época, ela disse considerar “errada” a idéia de tornar o Ibama mais flexível para facilitar o desenvolvimento econômico.

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