Depois do empate no tempo normal em 0 a 0, o Sul América venceu o Operário na cobrança de penalidades por 5 a 4, conquistando o bicampeonato da Copa Metropolitana de 2019. No duelo entre interior e capital e das equipes invictas na competição, a grande final foi realizada na noite deste sábado, 13/7, no estádio Gilberto Mestrinho, o Gilbertão, na cidade de Manacapuru (a 68 km da capital). A competição é uma realização da Liga Regional Desportiva da Amazônia (Lirdam).

A Copa Metropolitana foi realizada durante quatro meses, com a participação de oito equipes, sendo quatro da capital e as demais do interior do Amazonas. O destaque do evento foi Rafael Costa (Sul América). Mas o Operário, teve o goleador Glyson, com seis gols e o melhor goleiro, Antony, na competição.

Com cinco jogos, sendo três empates e duas vitórias, o treinador Marcelo Galvão, ressaltou a invencibilidade da equipe. Ele considerou o resultado justo, mas afirmou que a Copa serviu de preparação para o Campeonato Amazonense Sub-19, que chega na reta final esse mês.

Nós disputamos essa competição, principalmente para ganhar rodagem para o Amazonense. A garotada está de parabéns, é um grupo experiente, que jogam algum tempo, foram campeões de outras competições e já jogaram fora. Sabíamos que iriamos encontrar um adversário difícil, quando disseram que a final seria em Manacapuru, disse que não haveria nenhum problema, pois um grupo vencedor não escolher local”, comentou.

Oriundo do infantil do Fast, o meia Ramon, 19, há dois anos no Sul América, teve o prazer de sentir o gosto do bicampeonato. Marcando quatro gols na campanha do time, ele fechou a cobrança de penalidades marcando seu gol.

Só tenho que agradecer a Deus por esse momento, mesmo nervoso e afoito. Nós fizemos um trabalho bom no decorrer da competição e chegamos na final com garra e vontade. Tínhamos esse detalhe do título do ano passado, mas jogamos para vencer e ainda bem que conseguimos pela segunda vez ser campeões”, finalizou.

Em sua terceira temporada no Operário, o treinador Mateus Silva, lamentou o resultado, pois o elenco em seis jogos, venceu cinco partidas e empate apenas uma, justamente a final que culminou na derrota nas penalidades.
– Pênalti é loteria, como disse para meus atletas, o goleiro pode estar em um bom dia e as vezes não acontece como queríamos. Só a questão da perfeição fez a gente pecar hoje no resultado na decisão. Tivemos cinco jogos invictos, mas na final para consagrar toda campanha que fizemos, infelizmente perdemos, mas é assim mesmo, se vive de vitórias e derrotas – disse.

Textos e fotos: Paulo Rogério

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