Imagem: fatoamazonico

O secretário estadual de saúde, Orestes Guimarães de Melo Filho, explica que os cortes foram feitos em serviços onde a auditoria realizada no início da atual gestão identificou preços acima de mercado; em contratos de mão de obra que não foram renovados e a equipe foi substituída por servidores concursados; na padronização de preços e projetos básicos nas novas licitações; e na mudança do modelo de contratação para hospitais gerais ou especializados, adotando o pagamento por produção, e não mais por plantão.

Em termos de contratos vigentes, as reduções mais significativas, segundo ele, são nos serviços de digitalização de imagem (50%); fornecimento de aeronaves para transporte de passageiros e cargas das unidades de saúde do interior (41%); coleta de resíduos e lixo hospitalar (47%); locação de ambulâncias para capital e interior (38%); fornecimento de alimentação (31%); e logística de armazenagem e transporte de medicamentos e demais produtos relacionados à saúde (7%).

Com a economia obtida, de acordo com o secretário Orestes de Melo Filho, foi possível repassar a municípios do interior, por meio de convênio, recursos no valor de R$ 18,6 milhões, para reformar os hospitais e para aquisição de equipamentos. Municípios beneficiados: Manacapuru, Itacoatiara, Alvarães, Carauari, Lábrea, Boca do Acre, Maraã, Parintins, Maués, Tapauá e Urucurituba.

Também foi possível, diz ele, ampliar os leitos clínicos de apoio às unidades de emergência da rede estadual de saúde, através de convênio com o Hospital Beneficente Portuguesa, no valor total de R$ 2,59 milhões; comprar 110 ambulâncias para a capital e interior, no valor de R$ 12,6 milhões; retomada da obra do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) e Maternidade de Santo Antônio do Matupi, em Manicoré, que já está sendo concluída (R$ 2,3 milhões); recuperação dos Centros de Atendimento às Crianças (CAICs) e da Melhor Idade (CAIMIs), Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e Policlínica Cardoso Fontes (R$ 695,8 mil); reforma da cozinha, refeitório, sala de politrauma e construção de muro frontal, no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto (R$ 1,2 milhão); construção de muro lateral na Fundação de Medicina Tropical (R$ 106,9 mil); e aquisição de bombas para rede de vácuo (R$ 220,5 mil).

Além disso, a Susam também conseguiu pagar dívidas de gestões passadas com as cooperativas médicas (R$ 168,6 milhões), com fornecedores de medicamentos (R$ 17,16 milhões) e com empresas de atividade meio – limpeza, conservação, lavanderia, laboratórios, alimentação etc (R$ 100,4 milhões). E, também, com o pagamento de dívidas referentes ao fornecimento de gases medicinais (R$ 2,3 milhões).

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