HPS Platão Araújo promove momentos de descontração a pacientes internados na UTI com projeto Cine-Psi

Projeto utiliza o cinema como ferramenta de acolhimento e bem-estar durante a internação

Foto: Divulgação / SES-AM

Transformar momentos da rotina hospitalar em oportunidades de descontração, interação e bem-estar é a proposta do projeto “Cine-Psi”, desenvolvido no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Platão Araújo, unidade da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM). Por meio de sessões de cinema, a iniciativa busca proporcionar aos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) experiências que contribuam para o conforto emocional e tornem o período de internação mais leve.

Segundo o diretor-geral do HPS Platão Araújo, Edemir Antonio Beltrame, do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), empresa que administra a unidade, iniciativas como o Cine-Psi reforçam a importância de considerar também os aspectos emocionais no atendimento hospitalar.

“Oferecer esse alívio em meio a uma rotina hospitalar, que muitas vezes é fria e rígida, nos aproxima dos pacientes. Mostramos que também podemos compartilhar momentos felizes e cuidar do corpo e da alma, de maneira integral”, afirmou o diretor-geral.

A ação é organizada pela equipe multiprofissional sempre que são identificados pacientes com condições clínicas para aproveitar a atividade, respeitando as limitações individuais e as orientações assistenciais. Recentemente, aconteceu a segunda edição deste semestre do projeto, com a exibição do filme “Esqueceram de Mim”.

A organização das sessões envolve profissionais de Psicologia, Medicina, Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia e Fonoaudiologia. A estrutura é montada dentro da própria unidade, que conta com 18 leitos, e adaptada às necessidades de cada paciente.

De acordo com a psicóloga do hospital, Gabrielly Figueiredo, o planejamento começa com a identificação dos pacientes que estão conscientes e têm condições de acompanhar a sessão. Em seguida, os demais profissionais são envolvidos na preparação do ambiente e dos recursos necessários.

“A atividade acontece no domingo para não interferir na rotina da UTI. A Psicologia faz o mapeamento dos pacientes que estão em condições clínicas e, posteriormente, acionamos a Nutrição para preparar uma guloseima adequada. Também contamos com a participação da Fisioterapia, da Fonoaudiologia, da equipe de Enfermagem e dos médicos. É um trabalho construído em conjunto”, explicou a psicóloga.

A experiência é adaptada conforme as condições clínicas. Alguns pacientes conseguem assistir ao filme sentados em cadeiras, enquanto outros acompanham a exibição diretamente dos leitos, com a tela posicionada estrategicamente para facilitar a visualização.

“Respeitamos os limites de todos os pacientes. Alguns manifestaram o desejo de assistir ao filme sentados nas cadeiras e, junto com a equipe médica, avaliamos a possibilidade. Para aqueles que não podem sair do leito, posicionamos a tela em um ponto estratégico, permitindo que também participassem da atividade. A Fisioterapia tem um papel muito importante nesse processo, pois ajuda a proporcionar essa experiência de acordo com as condições de cada paciente”, ressaltou Gabrielly Figueiredo.

Cuidado que vai além dos procedimentos

Para o médico clínico Gabriel Chaves Alcântara, a iniciativa surgiu da percepção de que pacientes conscientes na UTI precisam, também, de atividades que proporcionem momentos de leveza em meio à rotina hospitalar.

“Observamos a necessidade de trazer um pouco de normalidade para o ambiente da UTI, principalmente para os pacientes que permanecem acordados. A Psicologia já desenvolve algumas atividades, como a entrega de caça-palavras, mas sentimos a necessidade de proporcionar algo mais lúdico, que não interferisse no tratamento e que permitisse aos pacientes interagir com a equipe para além dos procedimentos assistenciais”, explicou o médico.

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