O fundador e ex-presidente do Conselho de Administração da rede de farmácias Pague Menos, Deusmar Queirós, voltou a ser preso nesta quinta-feira à tarde, após ter ficado em liberdade por pouco mais de um dia após. Ele se entregou nessa tarde na Unidade Prisional Irmã Imelda, no município de Aquiraz, a 32 quilômetros de Fortaleza, capital cearense e onde ele morava.

Em decisão publicada ontem, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Felix Fischer suspendeu os efeitos de uma liminar concedida na noite de terça-feira (11) pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) para libertar o empresário.

Queirós foi condenado em 2010 a nove anos e dois meses de prisão por crimes contra o sistema financeiro, quando dirigia a Renda Corretora de Valores, entre 2000 e 2006. Ele se entregou à Polícia Federal em Fortaleza (CE) no último sábado (8), após o STJ negar um pedido de Habeas Corpus solicitado por seus advogados. Queirós tem 71 anos.

No entanto, a defesa de Queirós entrou com um novo pedido para que execução provisória da pena fosse suspensa, o que foi atendido pelo TRF5. Segundo os advogados, haveria um erro na pena do empresário. A decisão do TRF5 foi contestada pelo Ministério Público, que acionou o STJ.

Deusmar Queirós chegou a ser solto e enviou uma mensagem de seu celular a um grupo de familiares, amigos e empresários.“Voltei a fazer o que mais gosto, conviver com a família, amigos e trabalhar, o que faço desde o 8 anos de idade. Estou convencido de que fomos vítimas de um equívoco judicial, mas continuamos acreditando piamente na serenidade das decisões judiciais que estão por vir e principalmente na justiça divina”, diz o texto.

Deusmar renunciou ao Conselho da rede de farmácias que fundou na segunda-feira (10), após ser condenado. Seu filho e presidente da empresa, Mário Henrique Alves de Queirós, assumiu também o cargo de presidente do Conselho de Administração no lugar do pai.

A rede de farmácias Pague Menos, hoje com 1160 lojas espalhadas pelo Brasil, esclareceu em comunicado que o processo judicial não possui qualquer relação com a rede e que todas as informações sobre o processo foram prestadas de maneira transparente pela Pague Menos em seus formulários de referência. Também garante que a decisão judicial não afeta as operações da empresa.

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