A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar a Lucas Lima, um dos acusados no caso do jovem Melquisedeque Santos, assassinado dentro de um ônibus em dezembro do ano passado. Segundo a defesa, um dos três filhos dele sofreu um acidente doméstico na última segunda-feira (18) e está internado com queimaduras pelo corpo.
Na decisão, a juíza Andréa de Medeiros, da 9ª Vara Criminal de Manaus, entendeu que Lucas não é a única pessoa e nem a mais adequada para cuidar do filho.
Segundo a juíza, o envolvimento do preso não só na morte de Melquisedeque como também em outros cometidos antes, mostram que ele não levava a família e os filhos em consideração.
Ela disse ainda que ficou evidente a trajetória de Lucas no mundo do crime e que mesmo que ele não tenha sido o autor do disparo que tirou a vida de Melquisedeque, ao se associar aos demais envolvidos, ele assumiu o risco de matar e de ser preso.
“Embora não tenha sido o requerente quem disparou contra a vítima fatal, está claro que ele consorciou-se com pessoas armadas e assumiu o risco do resultado mais gravoso, demonstrando destemor e periculosidade acima da média, estando evidenciado que a prisão se recomenda no caso para garantia da ordem pública, como já anotado em decisões anteriores. Por fim, à luz da certidão de nascimento trazida pela Defesa e dos informes de que seu outro filho acidentou-se, faz-se importante lembrar que o simples fato de ter se tornado pai em recente data não o credencia, automaticamente, para a prisão domiciliar, não estando comprovado nos autos que ele é o único esteio da criança”, escreveu a magistrada em sua decisão. (TodaHora)





