Ministro da Justiça pede para PF investigar institutos de pesquisa

O ministro da Justiça, Anderson Torres, e o presidente Jair Bolsonaro Cristiano Mariz/Agência O Globo

O ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres afirmou nesta terça-feira que pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar “a atuação dos institutos de pesquisas eleitorais”. O ministro afirmou que o pedido de apuração foi recebido pela própria pasta e que apontou “condutas que, em tese, caracterizam a prática de crimes” por alguns institutos.

“Acabo de encaminhar à #PF, pedido de abertura de inquérito sobre a atuação dos institutos de pesquisas eleitorais. Esse pedido atende a representação recebida no #MJSP , q apontou “condutas que, em tese, caracterizam a prática de crimes perpetrados” por alguns institutos”, escreveu o ministro nas redes sociais.

Os institutos de pesquisas foram alvos de críticas pelas divergências entre os números apresentados na véspera da eleição e os resultados das urnas. Na última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, Jair Bolsonaro aparecia com 36% dos votos válidos. Pela margem de erro, poderia ter de 34% a 38%.

Já a pesquisa Ipec mostrava Bolsonaro com 37%. Pela margem de erro, ele teria de 35% a 39%. Nas urnas, Bolsonaro teve 43,2% dos votos, de quatro a cinco pontos acima da margem de erro máxima nas duas pesquisas.

Já Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, aparecia com 50% dos votos válidos no Datafolha divulgado na véspera da eleição. Pela margem de erro, tinha de 48% a 52%.

A pesquisa Ipec indicava Lula com 51% dos votos. Na margem de erro, teria entre 49% e 53%. Nas urnas, Lula conquistou 48,43% dos votos, dentro da margem do Datafolha, e um pouco fora da margem do Ipec.

Os institutos avaliam que a diferença entre as projeções e os resultados finais tenha ocorrido, principalmente, por um movimento de migração de votos na rede final. Na disputa presidencial, o fluxo ocorreu, segundo o Ipec e Datafolha, de indecisos e eleitores de Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) para Jair Bolsonaro, em uma espécie de posicionamento anti-Lula.

Os levantamentos já indicavam uma maior propensão dos apoiadores de Ciro e Tebet a mudarem o voto, na comparação com os grupos fiéis aos dois candidatos que passaram para o segundo turno.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui