STF: Dino, indicado de Lula e amigo pessoal, passa por cima de Mendonça e devolve comando da PF

Em mais um capítulo de pura fisiologia e cabo de guerra no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino determinou a imediata reintegração de Andrei Augusto Passos Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal, além de reconduzir Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A canetada foi dada após pedido direto formulado por Andrei Rodrigues no STF e veio a jato — exatamente um dia depois de o ministro André Mendonça ter mandado afastar os dois servidores das suas funções.

A manobra escancara o jogo político de bastidores na alta cúpula do Judiciário. Flávio Dino não esconde de ninguém o seu DNA político e partidário: ex-governador, ex-senador e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do próprio governo Lula, Dino sempre manteve laços de extrema proximidade e alinhamento ideológico com o presidente da República. Foi essa aliança histórica e a fidelidade canina que garantiram a ele, em um gesto abertamente político, a cobiçada indicação para uma cadeira vitalícia na Corte Suprema.

Agora, vestindo a toga, o ex-fiel escudeiro do Planalto entra em cena para blindar o comando da Polícia Federal — justamente o órgão encarregado de investigações sensíveis —, revertendo em tempo recorde a decisão da ala conservadora do tribunal.

O bate-cabeça entre os ministros reforça a percepção de que a PF virou o troféu de uma disputa política aberta, onde a camaradagem do passado e a gratidão pelas indicações parecem falar mais alto do que a estabilidade das instituições.

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