Governo do Amazonas divulga boletim sobre a estiagem, nesta sexta-feira

Informativo apresenta atualizações dos sistemas de monitoramento e ações para atender a população afetada

O Governo do Amazonas, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, divulga, nesta sexta-feira (30/10), o boletim com informações sobre a estiagem no estado. De acordo com a Defesa Civil, 146.425 famílias foram atingidas pelo desastre de estiagem.

Atualmente, 47 municípios estão em situação de Emergência: Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Borba, Boa Vista do Ramos, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Japurá, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

Outros 15 municípios estão em Alerta: Barcelos, Beruri, Canutama, Codajás, Fonte Boa, Guajará, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará.

A Defesa Civil do Amazonas informa que, na manhã desta sexta-feira (30/10), a qualidade do ar apresentou diferentes níveis de comprometimento nos municípios do estado. Parintins registra a pior classificação, com qualidade do ar péssima. Outros cinco municípios apresentam condições muito ruins.

Confira a classificação por município:

Péssima: Parintins

Muito ruim: Barreirinha, Iranduba, Itapiranga, Maués e São Sebastião do Uatumã.

Ruim: Autazes, Boca do Acre, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Manaus, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Silves e Urucurituba.

Moderada: Alvarães, Barcelos, Benjamin Constant, Boa Vista do Ramos, Borba, Carauari, Careiro, Humaitá, Japurá, Jutaí, Manaquiri, Manicoré, Novo Airão, Novo Aripuanã, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tapauá e Tefé.

Boa: Anamã, Atalaia do Norte, Beruri, Canutama, Coari, Eirunepé, Guajará, Lábrea, Maraã, São Gabriel da Cachoeira e Urucará.

Ações do governo

No dia 27 de outubro, o Governo do Amazonas enviou mais de 13 toneladas de alimentos a Anamã e Rio Preto da Eva. Os municípios receberão, juntos, 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água de 500 litros.

Com o envio de ajuda humanitária, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcança 15 municípios, totalizando 4.800 cestas básicas, equivalentes a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, além de 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água.As ações terão continuidade conforme o monitoramento das condições hidrológicas e as demandas dos municípios.

Além disso, o estado realiza as ações de prevenção e combate às queimadas e aos efeitos da estiagem, em articulação com o Governo Federal. Cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam na operação, que conta com o apoio de 18 aeronaves, sendo 16 do Governo Federal e duas do Governo Estadual. São oito Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.

Entre as medidas adotadas estão a contratação de mais 153 brigadistas florestais, por meio do programa Floresta em Pé; o monitoramento e o combate aos incêndios; além da entrega de viaturas, incluindo picapes equipadas com kits de combate a incêndio, e de equipamentos multimissão.

Na área de fiscalização ambiental, a Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a operação Amazonas+Verde realiza ações de combate a incêndios em 33 municípios. Já a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com apoio de drones e viaturas equipadas com internet via Starlink, podendo aplicar multas e embargos em casos de infração.

Entre 1º de junho e 29 de outubro, o CBMAM contabilizou 3.921 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.390 focos de incêndio em todo o estado. Desse total, 4.748 foram registrados na capital e 19.642 no interior.

Como medida preventiva, o estado estabeleceu decretos proibindo o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, ressalvadas as exceções previstas em lei. Também, por meio de decreto, foram declaradas situações de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado devido à estiagem, permitindo ampliar as ações de resposta e recuperação.

As iniciativas incluem ainda atividades de educação ambiental, que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto de 2026, e o monitoramento dos focos de calor por imagens de satélite, realizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), para direcionar as fiscalizações e identificar possíveis infrações ambientais.

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