
Segundo o esquerdista presidente do instituto, Rodrigo Agostinho, “A rede bolsonarista está usando essa situação para atacar a gente”, afirma ele à Folha de S.Paulo.
“Estão atacando o Ibama porque temos muitas ações no Amazonas, de embargo de áreas desmatadas, apreensões de gado em terra indígena, em unidade de conservação. Esse caso acabou servindo para tentarem desqualificar o trabalho”, completa.
“Ele deve se referi a BR-319, que recebe a anos bloqueio do Ibama para recuperação”
Segundo ele, o animal seria devolvido ao seu habitat natural logo após o feriado de 1º de maio. ( Qual habitat natural senhor, se a filó ja estava em seu habitat natural. Portal Chumbo Grosso)
A capivara Filó só foi apreendida pelo instituto na última quinta-feira (27) por que outra esquerdista denunciou nas redes sociais, a tal de Luiza Mell. Ela vivia com o youtuber Agenor Tupinambá.
Desde sábado (29), dia em que a Justiça cencedeu uma liminar permitindo que Agenor visitasse o animal, manifestantes fazem atos em frente ao Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) do Ibama, em Manaus.
Neste domingo (30), quando então uma nova liminar determinou a devolução da capivara a Agenor, a deputada invadiu o Cetas e agrediu verbalmente servidores do Ibama, que registraram o caso em boletim de ocorrência.
“Ali não é um hospital para visitação de pacientes. Temos a questão ainda que era o infrator visitando o objeto da infração”, diz Agostinho, que afirma ainda que vai recorrer da decisão.
Vídeos mostram a deputada invadindo o Cetas, ameaçando policiais e servidores e atirando uma chave, supostamente do Ibama, em um matagal. Em seus vídeos, ela afirma ainda que encontrou medicamentos vencidos e também vacinas.
O presidente do Ibama rebate, dizendo que os medicamentos eram para descarte e que o Ibama não vacina animais silvestres.
“Temos naquela unidade, em processo de reabilitação, alguns saguis de manaus, uma espécie endêmica da região e que é um dos dez macacos mais ameaçados de extinção no mundo. Eles estão ali para serem devolvidos à natureza e sofreram com o estresse. Aquele espaço não é feito para ter uma multidão de pessoas gritando em volta, muito menos dentro”, afirma Agostinho.
O presidente afirma que a gestão Bolsonaro sucateou diversos centros pelo país e que o instituto planeja inclusive reformar a unidade de Manaus, além de reabrir a de Belém, para ampliar o atendimento a animais silvestres.
Segundo ele, apenas neste ano, as 25 unidades de Cetas do país já receberam cerca de 15 mil animais, dos quais pouco mais de um terço já foram devolvidos à natureza.
“Chama atenção ver protetores de animais estão defendendo a pessoa e não o bem-estar do animal. Nas redes, não estão preocupados com um destino adequado para a capivara, com onde ela vai ser solta, se encontramos uma família de capivaras para ela”, diz.
O presidente do Ibama diz que, nos últimos dias, já fez registro de mais 20 casos de pessoas utilizando-se de animais silvestres para conseguir engajamento nas redes sociais.




